MULHER É PRESA ACUSADA DE TENTAR MATAR CABELEIREIRO PORQUE NÃO GOSTOU DO CORTE



Uma mulher foi detida após atacar um cabeleireiro dentro de um salão de beleza na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. A suspeita, identificada como Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, teria esfaqueado o profissional Walmir Eduardo dos Santos Paranhos, de 29 anos, após demonstrar revolta com um procedimento capilar realizado semanas antes no estabelecimento.

Confira detalhes no vídeo:



De acordo com as informações registradas pelas autoridades, o ataque aconteceu enquanto o cabeleireiro atendia outra cliente. Testemunhas relataram que a mulher chegou ao salão bastante alterada e começou a discutir com o profissional por causa do corte de cabelo feito cerca de um mês antes. Em meio à confusão, ela sacou uma faca e atingiu o homem pelas costas.

Funcionários e seguranças do local conseguiram agir rapidamente para conter a agressora até a chegada da Polícia Militar. O cabeleireiro sofreu um ferimento considerado superficial e recebeu atendimento médico. Apesar de não ter corrido risco imediato de morte, o caso provocou forte repercussão e gerou preocupação entre profissionais do setor de beleza.

Durante depoimento, Laís afirmou que estava insatisfeita com o resultado do corte realizado anteriormente. Segundo ela, o cabeleireiro teria utilizado uma tesoura-navalha de forma inadequada, deixando seu cabelo irregular e comprometendo principalmente a franja. A mulher também declarou que tentou contato com o salão por mensagens, mas alegou não ter recebido retorno imediato.

Ainda conforme o boletim policial, a cliente teria passado a insultar o profissional e exigido que ele corrigisse o serviço. O registro também aponta que ela fez ameaças graves ao cabeleireiro antes da agressão, afirmando que ele seria alvo de vingança pelo ocorrido.

O caso foi encaminhado para o 7º Distrito Policial da Lapa e registrado como lesão corporal e ameaça. Após prestar esclarecimentos no 91º Distrito Policial, a mulher foi liberada. A decisão causou revolta na vítima e em seus representantes jurídicos, que consideram a classificação do crime inadequada diante da gravidade do episódio.

A defesa do cabeleireiro argumenta que o ataque não pode ser tratado apenas como lesão leve, já que houve uso de arma branca e ameaças anteriores. Segundo pessoas próximas à vítima, o profissional permanece abalado emocionalmente e teme novos episódios envolvendo a agressora.

O caso também repercutiu nas redes sociais, onde internautas debateram os limites de reclamações envolvendo procedimentos estéticos e a escalada da violência em situações de conflito entre clientes e prestadores de serviço. Muitos usuários demonstraram solidariedade ao cabeleireiro e cobraram punição mais rigorosa para a suspeita.

Enquanto isso, a Polícia Civil continua investigando o caso. Imagens de câmeras de segurança do salão devem ser analisadas para ajudar na apuração dos fatos. Testemunhas que presenciaram a agressão também poderão ser ouvidas novamente ao longo das investigações.

O episódio trouxe preocupação ao setor de estética e beleza, especialmente em relação à segurança dos profissionais durante o atendimento ao público. A expectativa é que a investigação esclareça todos os detalhes da ocorrência e defina se haverá mudança no enquadramento do crime.

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