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O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza voltou a ser preso na madrugada desta sexta-feira, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. A prisão ocorreu após o cumprimento de um mandado judicial expedido no início de março, quando a Justiça decidiu revogar sua liberdade condicional. Desde então, o ex-atleta era considerado foragido por não cumprir as determinações impostas pelo regime.
A medida foi determinada pela Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que identificou uma série de descumprimentos das regras estabelecidas para a permanência de Bruno fora do sistema prisional. Entre as infrações apontadas está a saída do estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial, além do não retorno ao regime semiaberto no prazo definido pelas autoridades.
Conforme informações da execução penal, em fevereiro o ex-jogador se deslocou até o Acre para atuar por uma equipe local, o Vasco-AC, sem comunicar ou solicitar permissão à Justiça. A viagem e a atividade esportiva foram consideradas incompatíveis com as condições da liberdade condicional, que exige autorização prévia para deslocamentos e compromissos profissionais fora da área autorizada.
O Ministério Público do Rio de Janeiro também destacou outros episódios que pesaram contra o ex-goleiro. Segundo o órgão, Bruno deixou de atualizar seu endereço por cerca de três anos, descumpriu horários de recolhimento e frequentou locais proibidos. Entre eles, esteve o Maracanã, onde acompanhou uma partida do Flamengo, clube no qual teve destaque durante sua carreira profissional.
Além disso, as autoridades apontam que o ex-atleta realizou outras viagens sem autorização judicial, reforçando o entendimento de que houve desrespeito contínuo às regras impostas para a concessão do benefício. Diante do histórico de infrações, a Justiça concluiu que não havia mais condições para a manutenção da liberdade condicional, determinando o retorno imediato ao cárcere.
Bruno foi condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio. Após cumprir parte da pena em regime fechado, ele obteve progressão para o regime semiaberto em 2019. Já em janeiro de 2023, passou a cumprir a pena em liberdade condicional, sob regras específicas de controle e acompanhamento.
A nova prisão reacende discussões sobre a fiscalização de condenados beneficiados com progressões de regime e liberdade condicional. Especialistas apontam que o cumprimento rigoroso das condições impostas é fundamental para a credibilidade do sistema penal. Após a detenção, Bruno foi encaminhado às autoridades responsáveis e deverá passar por trâmites legais antes de ser transferido para uma unidade prisional definida pelo Judiciário do Rio de Janeiro, que seguirá acompanhando o caso.
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