MEMBROS DE INSTITUTO REBATEM PROMOTORA EXTREMISTA QUE SE REVOLTOU POR CITAÇÃO A DEUS



O Instituto João Gonçalves da Silva divulgou, neste sábado, um vídeo para esclarecer a polêmica envolvendo uma manifestação sobre Deus durante o XCI Fórum Permanente de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, realizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O caso ganhou repercussão após a reação de uma promotora diante de uma apresentação artística que fazia referência a elementos religiosos.


Confira detalhes no vídeo:



Na gravação publicada nas redes sociais, representantes da instituição buscaram explicar o contexto da atividade e apresentar a versão do grupo sobre o episódio. O professor, bailarino e coreógrafo Hilbert Diaz, responsável pela apresentação que motivou a discussão, afirmou que sua participação no evento não tinha caráter religioso ou de pregação.


Segundo Diaz, ele não é pastor nem ocupa posição de liderança religiosa. O artista explicou que a proposta apresentada durante o fórum envolvia uma reflexão sobre acolhimento, utilizando a expressão “abraço de Deus” como uma mensagem de cuidado, solidariedade e afeto. Para ele, o conceito poderia alcançar pessoas de diferentes crenças e interpretações religiosas.


A apresentação fazia parte da programação do encontro, que reuniu conselheiros e ex-conselheiros tutelares para discutir temas relacionados à proteção de crianças e adolescentes. O objetivo, segundo o instituto, era promover uma reflexão por meio da arte e da sensibilidade, sem intenção de direcionar uma manifestação religiosa específica aos participantes.


A presidente do Instituto João Gonçalves da Silva, Sulys Araújo, também participou do vídeo de esclarecimento e defendeu a atuação da entidade. Ela afirmou que a instituição trabalha com projetos voltados ao desenvolvimento humano e social, destacando que a apresentação tinha como foco valores como acolhimento, respeito e empatia.


A advogada da instituição, Karina Costa, também se manifestou sobre o episódio e explicou a visão jurídica da organização. De acordo com ela, a atividade realizada durante o evento deveria ser compreendida dentro de um contexto artístico e de expressão de valores, e não como uma tentativa de impor uma crença aos participantes.


A polêmica teve início após uma manifestação da promotora durante o evento, que questionou a abordagem relacionada à referência a Deus. O episódio gerou debates nas redes sociais envolvendo temas como liberdade religiosa, laicidade do Estado e os limites de manifestações de fé em espaços institucionais.


O caso dividiu opiniões. Enquanto algumas pessoas defenderam que referências religiosas podem fazer parte de manifestações culturais e artísticas, outras levantaram questionamentos sobre a presença de símbolos ou discursos religiosos em ambientes ligados ao poder público.


O Instituto afirmou que respeita todas as religiões e reforçou que a intenção da apresentação era transmitir uma mensagem de acolhimento universal. A entidade destacou que a arte pode ser utilizada como ferramenta de diálogo e aproximação entre pessoas com diferentes histórias e visões de mundo.


A discussão também reacendeu um debate mais amplo sobre a relação entre manifestações religiosas e espaços públicos. No Brasil, a liberdade de crença é garantida pela Constituição, ao mesmo tempo em que o Estado possui o princípio da neutralidade religiosa em suas instituições.


Após a repercussão do caso, o instituto decidiu tornar pública sua explicação para apresentar o contexto da apresentação e defender a interpretação dada pelos organizadores. A entidade afirmou que continuará desenvolvendo suas atividades com foco em ações sociais, culturais e educativas.


O episódio segue gerando discussões sobre os limites entre expressão artística, manifestações de fé e atuação institucional, colocando em evidência diferentes entendimentos sobre como temas religiosos podem ser abordados em eventos públicos.

VEJA TAMBÉM:

Clique aqui para ter acesso à Verdade sobre o que aconteceu a Jair Bolsonaro.

Comentários