Ribeirão Preto continua enfrentando os impactos do forte temporal que atingiu a cidade e municípios vizinhos na última sexta-feira, levando a administração municipal a decretar estado de emergência. Nas 24 horas seguintes à tempestade, a região registrou 319 descargas elétricas, reflexo da intensa instabilidade atmosférica provocada pela chegada de uma frente fria ao Sudeste. O fenômeno deixou um rastro de destruição, provocando interrupções no fornecimento de energia, alagamentos, quedas de árvores, destelhamentos e uma morte.
Confira detalhes no vídeo:
Os efeitos da tempestade ainda são sentidos por milhares de moradores. De acordo com o balanço mais recente da Defesa Civil Estadual, aproximadamente 86 mil imóveis permaneciam sem energia elétrica na região de Ribeirão Preto, número que representa cerca de 20% das unidades consumidoras atendidas. A interrupção no serviço ocorreu após ventos intensos e chuvas danificarem estruturas da rede elétrica, incluindo torres de transmissão, além da queda de árvores sobre cabos e equipamentos.
A recuperação do sistema de distribuição de energia mobiliza uma grande força-tarefa. Segundo a concessionária responsável pelo atendimento na região, cerca de 300 equipes seguem trabalhando de forma contínua para restabelecer o fornecimento aos consumidores afetados. Além da recomposição da rede, os técnicos atuam na reconstrução de 34 torres de transmissão e de mais de 250 postes que sofreram danos durante o temporal, uma operação considerada complexa devido à extensão dos estragos.
Enquanto os trabalhos avançam, o Corpo de Bombeiros continua atendendo ocorrências relacionadas aos efeitos da tempestade. Até o momento, a corporação contabilizou mais de 300 chamados, envolvendo principalmente quedas de árvores, riscos estruturais, bloqueios em vias públicas e situações de perigo provocadas pelos ventos e pelas fortes chuvas.
Os danos não ficaram restritos a Ribeirão Preto. Outras cidades da região também sofreram consequências significativas da mudança brusca no tempo. Municípios como Taquaritinga, Dumont, Guariba, Pradópolis e Barrinha registraram ocorrências semelhantes, com alagamentos, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e prejuízos em imóveis e na infraestrutura urbana. Em vários pontos, o trânsito foi prejudicado devido à obstrução de ruas e rodovias por galhos, postes e outros materiais carregados pela força do vento.
Diante da gravidade da situação, o Governo de São Paulo intensificou o apoio às cidades atingidas. A Defesa Civil Estadual e o Fundo Social do Estado iniciaram uma operação conjunta para prestar assistência aos municípios mais afetados, buscando minimizar os impactos causados pela tempestade e acelerar o atendimento às populações prejudicadas.
Entre as primeiras medidas adotadas está o envio de dez caminhões-pipa para reforçar o abastecimento de água nas localidades onde o fornecimento foi comprometido em razão dos danos à infraestrutura elétrica e aos sistemas de distribuição. A falta de energia também afetou estações de bombeamento e outros equipamentos essenciais para o abastecimento em alguns municípios.
Além do suporte logístico, o Estado encaminhou materiais de assistência, incluindo lonas para cobertura emergencial de residências destelhadas, e deslocou equipes técnicas para auxiliar as prefeituras na avaliação dos prejuízos e na coordenação das ações de resposta. O objetivo é garantir atendimento às famílias afetadas, acelerar a recuperação dos serviços essenciais e reduzir os riscos provocados pelas condições climáticas.
As autoridades continuam monitorando a situação meteorológica e orientam a população a permanecer atenta aos alertas da Defesa Civil, especialmente diante da possibilidade de novas instabilidades. Enquanto o trabalho de reconstrução prossegue, a prioridade segue sendo o restabelecimento dos serviços básicos, a assistência aos moradores atingidos e a recuperação da infraestrutura danificada pelo temporal que castigou Ribeirão Preto e cidades vizinhas.
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