SEGURANÇA DE GOVERNADORA É DEMITIDO APÓS BRIGAR COM POLICIAL





O bombeiro militar Mauro Alves dos Santos Ricardo, de 48 anos, foi exonerado da função que exercia na Casa Militar do Distrito Federal após ser envolvido em uma ocorrência registrada em uma academia de Águas Claras, no Distrito Federal. A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do DF na sexta-feira, 25 de julho, poucos dias depois de o militar ser flagrado sacando uma arma durante uma discussão com um policial militar.

Confira detalhes no vídeo:


Mauro integrava a equipe responsável pela segurança externa da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e estava cedido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) para atuar na Casa Militar. No órgão, exercia uma função relacionada à segurança de instalações. Com a exoneração, ele deixa de desempenhar as atividades vinculadas à estrutura de segurança institucional do governo local e retorna à disposição do Corpo de Bombeiros.

A decisão também determinou o encerramento do pagamento da Gratificação Militar de Segurança Institucional (GMSI-2), benefício destinado aos militares que atuam em funções específicas ligadas à proteção institucional. A medida representa uma mudança administrativa após o episódio que colocou o bombeiro no centro de uma investigação.

Antes da publicação oficial da exoneração, a governadora Celina Leão já havia determinado o afastamento de Mauro da equipe de segurança da Casa Militar. O desligamento da função ocorreu após a repercussão do caso envolvendo o confronto verbal entre o bombeiro e um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal dentro de uma academia.

O episódio aconteceu no último sábado, 19 de julho, em um estabelecimento localizado na Rua 4 Norte, em Águas Claras. Mauro Alves dos Santos Ricardo é investigado por suposta ameaça contra o segundo sargento da Polícia Militar Luis Fernando Andrade de Oliveira, de 43 anos. A discussão teria começado enquanto os dois realizavam atividades no local.

De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender a situação. Ao chegarem à academia, os policiais receberam relatos de que o bombeiro teria ameaçado o militar durante o desentendimento.

Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento registraram parte da ocorrência. Nas gravações, o bombeiro aparece retirando uma pistola de um armário e colocando a arma na cintura antes de retornar ao local onde ocorria a discussão. A cena passou a ser analisada pelas autoridades responsáveis pela investigação do caso.

Segundo o relato apresentado pela vítima e por testemunhas, após pegar a arma, Mauro teria continuado o confronto verbal com o policial militar. O caso foi encaminhado para investigação na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, que ficou responsável pela apuração das circunstâncias envolvendo a suposta ameaça.

A investigação deverá avaliar todos os elementos envolvidos na ocorrência, incluindo os depoimentos prestados, as imagens captadas pelas câmeras de segurança e demais informações reunidas durante o procedimento policial. Até o momento, o bombeiro permanece como investigado no caso.

A exoneração publicada pelo governo do Distrito Federal ocorre como uma medida administrativa diante da repercussão do episódio e da necessidade de afastar o militar das funções relacionadas à segurança institucional enquanto o caso é analisado. A defesa de Mauro Alves dos Santos Ricardo ainda não havia sido localizada para apresentar manifestação sobre os fatos.

O retorno do bombeiro ao Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal não encerra a apuração sobre o episódio ocorrido na academia. O procedimento investigativo seguirá para esclarecer as circunstâncias da discussão e verificar eventuais responsabilidades relacionadas à conduta atribuída ao militar durante o conflito.

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