VÍDEO: DITADURA CHINESA DETERMINA EVACUAÇÃO DE 340 MIL PESSOAS POR CONTA DE TUFÃO





A província de Guangdong, localizada no sul da China, intensificou as ações de emergência diante da aproximação do tufão Noul, que deve atingir a região com rajadas de vento que podem alcançar 150 quilômetros por hora. Como medida preventiva, as autoridades ordenaram a retirada de mais de 340 mil moradores das áreas consideradas mais vulneráveis, buscando reduzir os riscos à população antes da chegada do fenômeno.

A evacuação em larga escala faz parte do plano de contingência adotado pelo governo chinês para enfrentar eventos climáticos extremos. Paralelamente à retirada dos moradores, também foi determinada a suspensão de atividades comerciais em diversos municípios e a interrupção dos serviços ferroviários, com o objetivo de evitar acidentes e facilitar as operações de emergência.

Os institutos de meteorologia preveem que o tufão alcance o litoral da região na manhã deste domingo. Além dos ventos intensos, a expectativa é de que o sistema provoque chuvas volumosas, capazes de gerar enchentes e alagamentos, principalmente nas cidades costeiras. As autoridades alertam que o aumento do nível das águas e a força das rajadas representam os principais riscos durante a passagem do ciclone.

Em razão da gravidade da situação, parte da província de Guangdong entrou em alerta vermelho, o nível mais elevado da escala utilizada para fenômenos meteorológicos severos. O mesmo grau de atenção foi estendido a áreas próximas das províncias de Hunan e Fujian, onde também existe a possibilidade de impactos provocados pelo avanço do tufão.

A operação montada pelas autoridades mobiliza equipes de resgate, defesa civil e serviços públicos para garantir a retirada dos moradores e preparar a infraestrutura necessária para o atendimento da população. Abrigos temporários foram disponibilizados para receber as famílias evacuadas, enquanto agentes orientam os moradores a evitar deslocamentos e seguir todas as recomendações emitidas pelos órgãos oficiais.

Antes mesmo da chegada do fenômeno ao continente, os reflexos já começaram a ser sentidos no sistema de transporte da região. Em Hong Kong, o aeroporto internacional registrou alterações significativas em sua programação. Pelo menos 49 voos foram cancelados e outros 238 sofreram atrasos devido às condições meteorológicas adversas, comprometendo a rotina de passageiros e companhias aéreas.

A administração do aeroporto informou que novas interrupções poderão ocorrer caso o tufão mantenha sua trajetória prevista. As empresas aéreas acompanham continuamente a evolução do sistema climático e orientam os passageiros a verificar a situação de seus voos antes de se dirigirem aos terminais.

Além dos impactos sobre a aviação, o governo monitora possíveis danos à infraestrutura urbana e aos serviços essenciais. Eventos desse tipo costumam provocar quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica, bloqueios em estradas, prejuízos a construções e inundações em áreas de maior vulnerabilidade, especialmente próximas ao litoral.

A temporada de tufões é um fenômeno recorrente na costa chinesa, especialmente entre os meses de verão e início do outono no hemisfério norte. Por esse motivo, o país mantém um sistema permanente de monitoramento meteorológico e protocolos de resposta rápida para minimizar os efeitos das tempestades tropicais e proteger a população.

Enquanto o Noul avança em direção ao sul da China, as autoridades permanecem acompanhando sua evolução e avaliando a necessidade de ampliar as medidas de prevenção. A prioridade é garantir a segurança dos moradores, reduzir os danos provocados pelas condições climáticas extremas e assegurar uma resposta rápida durante e após a passagem do tufão.

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