O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) se despediu publicamente do irmão mais novo, Matheus, que morreu neste sábado (18), após anos de enfrentamento contra a leucemia. A doença, que atinge a medula óssea, marcou a vida da família e exigiu diferentes etapas de tratamento ao longo de quase duas décadas.
Em uma homenagem divulgada neste domingo (19), o parlamentar relembrou a trajetória ao lado do irmão e falou sobre o impacto que Matheus teve em sua vida. Emocionado, Cleitinho afirmou que a convivência entre os dois teve um papel importante em sua relação com a fé e agradeceu pelo tempo que puderam compartilhar.
O primeiro diagnóstico de Matheus ocorreu aproximadamente 18 anos atrás. Na ocasião, ele precisou ser submetido a um transplante de medula óssea. O doador foi Cleitinho, que apresentou compatibilidade completa com o irmão.
O transplante permitiu que Matheus superasse aquele momento e permanecesse vivo por mais de 18 anos. Ao recordar a notícia de que o procedimento havia sido bem-sucedido, o senador contou que recebeu a informação enquanto estava fora de casa e reagiu com grande emoção.
A experiência se tornou um dos acontecimentos mais marcantes da relação entre os dois. Cleitinho relatou que ter a oportunidade de doar a medula para o irmão representou muito mais do que um gesto de solidariedade. Segundo ele, o episódio também teve impacto profundo em sua própria vida espiritual.
No final de 2025, entretanto, a doença voltou a apresentar sinais. A leucemia retornou e, em fevereiro deste ano, o senador comunicou no Senado que Matheus enfrentava uma nova batalha contra o câncer.
A partir daquele momento, Cleitinho reduziu parte de sua agenda política para acompanhar o tratamento do irmão mais de perto. A família passou a enfrentar novamente uma rotina marcada por cuidados médicos e incertezas sobre a evolução do quadro.
Durante o novo tratamento, Matheus precisou passar por outro transplante de medula óssea. Dessa vez, o doador foi outro irmão da família. O procedimento, porém, apresentou dificuldades, principalmente relacionadas à adaptação e à recuperação da nova medula.
No sábado, poucas horas antes da morte de Matheus, Cleitinho havia feito um pedido público de orações. O senador informou que o irmão estava passando por uma situação delicada devido às complicações enfrentadas durante o tratamento.
Após a confirmação da morte, Cleitinho publicou uma nova homenagem. Ao falar sobre o irmão, destacou os ensinamentos deixados por ele e afirmou que os anos adicionais de vida proporcionados pelo primeiro transplante foram um presente para toda a família.
O senador também relembrou o papel que teve como doador e afirmou que se sente grato pela oportunidade de ter ajudado o irmão em um momento decisivo. Para ele, a experiência compartilhada entre os dois transformou a vida de toda a família.
A trajetória de Matheus foi marcada por uma longa luta contra a leucemia, com um primeiro diagnóstico, um transplante bem-sucedido e, anos depois, o retorno da doença. O segundo tratamento, realizado com a doação de outro irmão, não conseguiu impedir a evolução das complicações.
Na despedida, Cleitinho demonstrou fé e esperança ao falar sobre o destino do irmão. A homenagem repercutiu nas redes sociais e lembrou a história de união entre os irmãos, além de destacar a importância da doação de medula óssea para pacientes que enfrentam doenças graves.
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