FLÁVIO BOLSONARO REVELA COMO RECUPERARÁ TERRITÓRIOS TOMADOS POR FACÇÕES CRIMINOSAS


 

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou neste sábado (8/8) que pretende adotar uma política mais rígida de combate ao crime organizado caso seja eleito. Durante um evento com mulheres em Itapetininga, no interior de São Paulo, o senador declarou que organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro poderão ser classificadas e tratadas como grupos terroristas.


Confira detalhes no vídeo:



A declaração ocorreu enquanto o candidato apresentava algumas das medidas que pretende implementar no início de um eventual mandato. Flávio afirmou que pretende declarar uma espécie de guerra ao narcotráfico e recuperar áreas que atualmente estariam sob influência ou domínio de facções criminosas.


Ao falar sobre seus planos, o candidato mencionou Guilherme Derrite, integrante do PL de São Paulo, ex-secretário estadual de Segurança Pública e candidato ao Senado. Flávio associou o político à proposta de endurecimento das ações contra organizações criminosas.


Segundo o candidato, a intenção seria ampliar a atuação do Estado em regiões consideradas controladas por grupos criminosos. A proposta apresentada durante o evento coloca a segurança pública como uma das principais prioridades de sua campanha presidencial.


Flávio também afirmou que pretende apresentar medidas de impacto logo no início de uma eventual administração. A declaração foi apresentada como uma antecipação de algumas das ações que pretende colocar em prática caso assuma o Palácio do Planalto.


A classificação de organizações criminosas como terroristas não é uma ideia nova apresentada pelo senador. Em março, durante a pré-campanha, Flávio já havia defendido que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital fossem enquadrados nessa categoria.


As duas organizações estão entre as principais facções criminosas do país e possuem atuação associada ao tráfico de drogas, controle territorial e outros crimes. A proposta de classificá-las como organizações terroristas representa uma mudança significativa na forma como o Estado poderia tratar esses grupos.


O tema ganhou ainda mais destaque depois de uma decisão adotada pelo governo dos Estados Unidos. Em junho, o governo norte-americano classificou oficialmente o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como Organizações Terroristas Estrangeiras.


A medida americana foi assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e passou a integrar a política dos Estados Unidos contra organizações consideradas ameaças à segurança nacional.


Antes da entrada em vigor da decisão norte-americana, Flávio Bolsonaro esteve em Washington e se reuniu com autoridades do governo de Donald Trump. Na ocasião, o senador defendeu a classificação das duas facções brasileiras como organizações terroristas.


A proposta apresentada pelo candidato brasileiro, portanto, mantém relação com uma discussão que já vinha sendo conduzida no exterior. Flávio pretende utilizar uma política semelhante como parte de sua estratégia de segurança pública.


Durante o evento em Itapetininga, o candidato afirmou que seu objetivo será recuperar territórios considerados dominados por organizações criminosas. A proposta envolve uma atuação mais intensa das forças de segurança para ampliar a presença do Estado nessas regiões.


O discurso também teve tom de enfrentamento direto às facções. Flávio afirmou que pretende adotar medidas duras contra os criminosos e utilizou expressões de forte impacto ao mencionar a atuação conjunta com aliados políticos.


A segurança pública aparece como um dos principais temas da candidatura de Flávio Bolsonaro. A estratégia anunciada busca apresentar o candidato como defensor de uma política mais rigorosa contra o tráfico de drogas e o crime organizado.


A proposta, entretanto, envolve questões jurídicas e institucionais que precisariam ser avaliadas caso fosse implementada. A classificação de grupos criminosos como terroristas poderia alterar instrumentos de investigação, repressão e cooperação internacional utilizados pelo Estado.


Além disso, uma eventual mudança exigiria compatibilidade com a legislação brasileira e com as competências das diferentes instituições responsáveis pela segurança pública.


Por enquanto, as declarações fazem parte das propostas apresentadas durante a campanha presidencial. Flávio Bolsonaro deverá continuar detalhando suas ideias para a área de segurança ao longo da disputa eleitoral.


A promessa de combater diretamente as facções e recuperar territórios sob influência criminosa representa uma das principais bandeiras do candidato. Caso seja eleito, ele afirma que pretende colocar essas medidas entre as prioridades de seu governo já no início do mandato.

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