A etíope Tigst Assefa conquistou neste domingo (27) sua terceira vitória na Maratona de Berlim, na Alemanha, em uma prova marcada por uma forte tentativa de recorde mundial e uma queda de rendimento nos quilômetros finais. A atleta chegou a apresentar um ritmo suficiente para superar a melhor marca da história da modalidade, mas sofreu com cãibras nos momentos decisivos da corrida.
Confira detalhes no vídeo:
Assefa entrou na prova como uma das principais favoritas e manteve um ritmo muito forte desde os primeiros quilômetros. A Maratona de Berlim é conhecida por seu percurso plano e rápido, características que favorecem os atletas que buscam grandes marcas. A expectativa aumentou conforme a corredora etíope avançava pela cidade alemã.
Aos 35 quilômetros, Assefa estava cerca de 20 segundos à frente do ritmo necessário para quebrar o recorde mundial feminino de 2h09min56s, estabelecido pela queniana Ruth Chepngetich. O desempenho indicava que a etíope poderia novamente alcançar uma marca histórica em Berlim.
A atleta já possuía experiência em grandes resultados na competição. Além das duas vitórias anteriores na capital alemã, Assefa havia estabelecido o recorde mundial da maratona feminina em 2023, também em Berlim, quando correu abaixo da barreira das 2h12min.
Outro fator que alimentava a expectativa era o histórico da corredora em provas de longa distância. Assefa costuma apresentar um desempenho forte na segunda metade das maratonas, aumentando o ritmo conforme se aproxima da chegada.
Desta vez, porém, o cenário mudou nos quilômetros finais. Quando se aproximava dos momentos decisivos da prova, a etíope começou a apresentar dificuldades para manter a velocidade. A situação se agravou quando surgiram fortes cãibras musculares.
A poucos quilômetros da chegada, a vantagem que havia sido construída começou a desaparecer rapidamente. Assefa precisou diminuir consideravelmente o ritmo e passou a enfrentar dificuldades para manter a passada. Mesmo assim, a corredora continuou avançando em direção à linha de chegada.
A reta final da Maratona de Berlim tornou o momento ainda mais dramático. O Portão de Brandemburgo, um dos principais pontos turísticos da cidade, estava próximo da chegada, mas Assefa já não conseguia manter o ritmo apresentado durante boa parte da prova.
Apesar das limitações físicas, a atleta não abandonou a competição. Com esforço, conseguiu completar os últimos metros e cruzou a linha de chegada na primeira colocação.
O tempo registrado por Assefa foi de 2h11min04s. A marca ficou distante do recorde mundial que ela chegou a ameaçar durante a prova, mas garantiu mais uma vitória em uma das principais maratonas do calendário internacional.
Logo após cruzar a linha de chegada, a etíope demonstrou o desgaste provocado pelo esforço. Frustrada por ter perdido a oportunidade de buscar novamente o recorde mundial, ela desabou após completar a prova.
A conquista representa sua terceira vitória na Maratona de Berlim e amplia sua trajetória de destaque na competição. Assefa também foi medalhista de prata na maratona dos Jogos Olímpicos de Paris, realizados em 2024.
A prova deste domingo mostrou dois momentos distintos da participação da atleta. Na maior parte do percurso, Assefa apresentou um ritmo compatível com uma tentativa de recorde. Nos quilômetros finais, porém, as cãibras mudaram completamente o cenário e impediram que ela mantivesse a velocidade necessária.
Mesmo sem alcançar a melhor marca mundial, a etíope terminou novamente no topo do pódio em Berlim. O resultado reforça sua presença entre as principais corredoras de maratona do mundo e mantém a cidade alemã como um dos principais palcos de sua carreira.
A vitória também ficou marcada pela resistência demonstrada nos quilômetros finais. Depois de perder o ritmo e enfrentar fortes dores musculares, Assefa continuou até a chegada e garantiu mais um triunfo, encerrando a prova com um tempo de 2h11min04s.
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