Um pequeno tornado surpreendeu moradores de Felipe Guerra, município localizado na região Oeste do Rio Grande do Norte, na quinta-feira (3.set.2026). O fenômeno chamou a atenção de pessoas que estavam nas proximidades e foi registrado em vídeos feitos por testemunhas. A coluna de vento permaneceu visível durante alguns minutos antes de perder força e desaparecer.
Confira detalhes no vídeo:
De acordo com os relatos, o fenômeno teve duração estimada entre 5 e 10 minutos. Apesar do curto período, a formação foi suficiente para despertar a curiosidade e a preocupação de moradores que presenciaram a movimentação incomum no céu e próximo ao solo.
As imagens registradas mostram uma coluna de ar girando e levantando partículas de poeira em uma área do município. A presença do solo seco contribuiu para tornar o fenômeno ainda mais perceptível, já que a poeira carregada pelo vento ajudou a destacar visualmente o deslocamento da massa de ar.
O surgimento da formação está relacionado às condições meteorológicas observadas durante esta época do ano no sertão potiguar. A região costuma apresentar grande variação de temperatura ao longo de um mesmo dia, além de períodos de ventos mais intensos e baixa umidade.
Outro fator apontado para a formação é a condição do solo. Após o encerramento do período chuvoso, áreas do sertão podem permanecer com pouca cobertura vegetal e maior quantidade de material seco na superfície. Com a intensificação dos ventos, partículas de poeira e pequenos detritos podem ser levantados, facilitando a visualização de movimentos de ar próximos ao chão.
Fenômenos desse tipo podem ocorrer quando diferentes condições atmosféricas se combinam e provocam movimentos intensos e localizados. Nem toda coluna de vento observada em áreas abertas, porém, possui a mesma intensidade ou características de um tornado de grande escala.
A curta duração registrada em Felipe Guerra também demonstra a natureza localizada do fenômeno. Em poucos minutos, a coluna perdeu intensidade e deixou de ser observada. A rápida dissipação impediu que a formação permanecesse por tempo suficiente para provocar impactos mais amplos na região.
O episódio chamou atenção principalmente por ocorrer em uma área do interior do estado onde fenômenos desse tipo não fazem parte do cotidiano da maioria dos moradores. A circulação dos vídeos nas redes sociais aumentou a repercussão do caso e permitiu que outras pessoas observassem a formação registrada durante o período.
Felipe Guerra está inserido no contexto climático do semiárido nordestino, marcado por temperaturas elevadas, períodos de baixa umidade e mudanças significativas nas condições atmosféricas. Durante determinadas situações, essas características podem contribuir para a ocorrência de ventos fortes e fenômenos atmosféricos de curta duração.
Especialistas destacam que a observação de uma coluna de vento deve ser analisada levando em consideração fatores como velocidade, direção, extensão e comportamento da formação. Registros em vídeo são importantes para auxiliar na identificação do fenômeno, principalmente quando não há equipamentos meteorológicos próximos capazes de acompanhar sua evolução.
O caso de quinta-feira terminou sem registro de consequências graves. Após permanecer por aproximadamente 5 a 10 minutos, a formação se dissipou completamente. O episódio, entretanto, deixou moradores atentos às mudanças repentinas no tempo e serviu como demonstração da força e da variedade dos fenômenos atmosféricos que podem ocorrer no interior do Rio Grande do Norte.
A formação também reforça a importância de observar as condições climáticas durante períodos de ventos intensos. Mesmo fenômenos de curta duração podem apresentar riscos quando ocorrem próximos a áreas habitadas, estradas, redes elétricas ou estruturas vulneráveis.
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