O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou ao presidente da China, Xi Jinping, uma imagem de uma caneta automática instalada no espaço destinado ao retrato do ex-presidente Joe Biden durante uma visita pela Casa Branca, nesta quinta-feira (24). O episódio ocorreu durante a visita de Estado de Xi a Washington e foi divulgado nas redes sociais oficiais da Casa Branca.
Confira detalhes no vídeo:
A imagem está exposta na chamada “Calçada da Fama Presidencial”, uma galeria instalada em um dos corredores da residência oficial. Em vez de apresentar um retrato tradicional de Biden, o espaço reservado ao democrata exibe uma representação de uma autopen, equipamento utilizado para reproduzir assinaturas.
Durante o passeio, Trump chamou a atenção de Xi para a imagem. O presidente chinês reagiu com risos diante da situação, enquanto integrantes das delegações acompanhavam o momento. O registro foi divulgado pela própria Casa Branca e rapidamente ganhou repercussão internacional.
A substituição do retrato de Biden por uma imagem relacionada à autopen ocorreu em setembro de 2025, durante o segundo mandato de Trump. A escolha passou a integrar a galeria criada durante mudanças realizadas na Casa Branca pela administração republicana.
A referência à caneta automática está ligada a uma das principais críticas feitas por Trump ao governo Biden desde o início de seu segundo mandato. O atual presidente questiona a utilização do equipamento para assinar documentos oficiais durante a administração anterior e levantou dúvidas sobre a participação direta de Biden em determinadas decisões.
A autopen é um equipamento utilizado há décadas por governos norte-americanos para reproduzir assinaturas autorizadas. A tecnologia permite que uma assinatura previamente registrada seja reproduzida mecanicamente em documentos, principalmente quando há necessidade de assinar um grande volume de papéis.
O uso do equipamento, por si só, não significa que uma assinatura tenha sido realizada sem autorização do presidente. A controvérsia levantada por Trump envolve especificamente a alegação de que assessores de Biden poderiam ter utilizado o mecanismo para tomar decisões sem o conhecimento ou a autorização do então presidente.
Entre os documentos questionados estão perdões presidenciais concedidos no final do governo Biden. Trump afirmou que alguns desses atos poderiam ser considerados inválidos caso tivessem sido realizados sem autorização pessoal do ex-presidente.
A discussão levou o governo Trump a anunciar uma investigação sobre o uso da autopen durante a administração anterior. A iniciativa colocou novamente o tema no centro do debate político americano e passou a ser utilizada pelo atual presidente em críticas ao antecessor.
Biden, por sua vez, reconheceu ter utilizado a autopen durante seu mandato, mas afirmou que as decisões relacionadas aos perdões presidenciais foram tomadas por ele. Dessa forma, a controvérsia não está relacionada apenas ao equipamento utilizado para reproduzir a assinatura, mas principalmente à questão de quem autorizou os atos assinados dessa maneira.
O encontro entre Trump e Xi aconteceu durante uma visita de Estado do líder chinês aos Estados Unidos. A agenda incluiu cerimônias oficiais, reuniões entre as delegações e momentos de aproximação entre os dois presidentes. A visita marcou o retorno de Xi à Casa Branca depois de mais de uma década.
A passagem pela galeria presidencial ocorreu em meio a uma programação que também incluiu apresentações oficiais e um jantar de Estado. Trump aproveitou diferentes momentos da visita para apresentar a Xi espaços e símbolos da sede do governo americano.
A exposição da imagem da autopen transformou um detalhe da decoração da Casa Branca em mais uma referência à disputa política entre Trump e Biden. O episódio também levou para o contexto diplomático entre Estados Unidos e China uma questão que permanece ligada ao debate doméstico americano.
A autopen, apesar de ser uma tecnologia utilizada por administrações presidenciais há décadas, tornou-se um símbolo das críticas de Trump ao antecessor. A imagem instalada no lugar do retrato de Biden materializa essa disputa e passou a fazer parte da apresentação da galeria presidencial durante o atual governo.
Ao mostrar o espaço a Xi, Trump retomou publicamente uma questão que já vinha sendo utilizada por sua administração para questionar decisões tomadas no governo anterior. O episódio foi registrado durante uma visita marcada por discussões de interesse diplomático entre Washington e Pequim e acabou ganhando destaque por seu caráter político e simbólico.
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