Uma sessão do Tribunal do Júri realizada na 4ª Vara do Júri da Capital, em São Paulo, foi interrompida após um desentendimento envolvendo o promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku e um advogado que participava do julgamento. O episódio ocorreu dentro do plenário e terminou com o promotor caindo de costas no chão diante das pessoas que acompanhavam a sessão.
Registros feitos durante o julgamento mostram Yabiku em pé no plenário enquanto um advogado se aproxima. Os dois passam a discutir e ficam frente a frente. Pouco depois, o promotor perde o equilíbrio e cai para trás. A movimentação chama a atenção dos presentes, que se levantam para acompanhar o que havia acontecido.
A situação aconteceu durante um momento de tensão entre acusação e defesa. O julgamento precisou ser interrompido após o episódio, enquanto os envolvidos e as demais pessoas presentes se movimentavam pelo local.
O Ministério Público de São Paulo sustenta que o promotor foi empurrado pelo defensor. A versão apresentada pelo órgão está baseada no registro produzido durante a sessão, que descreve uma aproximação considerada agressiva e um contato corporal que teria provocado a queda de Yabiku.
A dinâmica do episódio, porém, é contestada pelo advogado Mauro Ribas Junior, que estava no fórum acompanhando o julgamento e registrou parte da situação. Ele afirmou que começou a gravar quando percebeu que o debate entre a acusação e a defesa estava ficando mais intenso.
Segundo a versão apresentada por Ribas, o episódio ocorreu durante a manifestação da acusação e deve ser compreendido dentro do contexto da discussão que já estava acontecendo entre os participantes. O advogado contestou a interpretação de que teria ocorrido uma agressão intencional contra o promotor.
As imagens registradas antes e depois da queda passaram a fazer parte dos elementos disponíveis para compreender o episódio. Um segundo vídeo mostra que o conflito continuou depois da confusão dentro do plenário. Em outro espaço do fórum, Ribas e Yabiku aparecem novamente discutindo.
Nesse segundo momento, o advogado questiona a conduta do promotor durante o episódio anterior. Yabiku responde às afirmações enquanto os dois permanecem envolvidos em uma discussão. A situação demonstra que a tensão não terminou imediatamente após a queda ocorrida durante a sessão.
Ribas também relatou que se envolveu na discussão depois do episódio e que recebeu uma advertência durante o tumulto. Ele afirmou que a gravação foi feita com o objetivo de registrar os acontecimentos e preservar uma documentação do que estava ocorrendo naquele momento.
A confusão também envolveu outro advogado que acompanhava o julgamento. Segundo a versão apresentada pelo Ministério Público, após a queda do promotor, esse profissional passou a gritar e dirigir palavras ofensivas contra Yabiku. A manifestação teria continuado mesmo depois de uma advertência feita pelo juiz responsável pela sessão.
A presença do magistrado foi necessária para controlar a situação e preservar o andamento dos trabalhos. Como o episódio ocorreu durante uma sessão do Tribunal do Júri, a interrupção afetou diretamente o andamento do julgamento.
O Tribunal do Júri possui uma dinâmica própria, com participação do juiz responsável pela condução dos trabalhos, do Ministério Público, da defesa, dos jurados e das demais partes envolvidas no processo. Por isso, conflitos ocorridos dentro do plenário podem interferir na continuidade da sessão e exigir a adoção de medidas para restabelecer a ordem.
As versões apresentadas pelos envolvidos sobre a queda são diferentes. De um lado, o Ministério Público aponta um empurrão como causa do episódio. Do outro, o advogado que registrou as imagens contesta a caracterização de uma agressão deliberada e relaciona o ocorrido ao confronto verbal entre acusação e defesa.
Os vídeos, os registros da sessão e os relatos das pessoas presentes podem ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos. A análise desses elementos permite identificar o que ocorreu antes da queda, o momento em que o promotor foi ao chão e os acontecimentos registrados posteriormente.
O episódio terminou com a interrupção do julgamento e provocou uma situação incomum dentro do plenário. As circunstâncias da discussão permanecem no centro da apuração, especialmente diante das diferentes versões apresentadas pelos envolvidos.
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