Eleitores de São Paulo e da Bahia relataram dificuldades para votar durante o segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25), mesmo após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de ampliar o horário de votação até as 19h. Registros publicados nas redes sociais mostram pessoas do lado de fora de locais de votação, além de seções eleitorais fechadas e urnas que já haviam sido retiradas.
Confira detalhes no vídeo:
Na zona leste da capital paulista, os episódios foram registrados na Escola Estadual Osvaldo Aranha, localizada no bairro de Artur Alvim. Gravações divulgadas na internet mostram eleitores reunidos do lado de fora da instituição, sem conseguir acessar as seções eleitorais. As imagens geraram questionamentos sobre a aplicação da decisão judicial e os procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral nos locais afetados.
Em Salvador, na Bahia, também houve relatos de dificuldades para votar. Imagens feitas no Colégio Luiz Viana, na capital baiana, mostram seções fechadas e urnas retiradas após o encerramento do atendimento. A situação provocou reclamações de eleitores que chegaram aos locais de votação e encontraram as atividades encerradas.
A ampliação do horário foi determinada por Cristiano Zanin, ministro do STF, diante das dificuldades de deslocamento enfrentadas por parte da população. A decisão estabeleceu a extensão da votação até as 19h em todo o país, com atenção especial aos problemas registrados em Salvador e São Paulo.
A medida ocorreu após relatos de falhas no transporte público que dificultaram o acesso dos eleitores às zonas eleitorais. Na Bahia, moradores de diferentes municípios enfrentaram problemas para se deslocar durante parte da manhã, quando a disponibilidade de ônibus foi insuficiente para atender à demanda, segundo informações divulgadas anteriormente.
Os problemas de transporte também motivaram questionamentos sobre a responsabilidade das autoridades municipais e das empresas que operam o sistema de ônibus. A federação formada pelo PT, PCdoB e PV acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e solicitou a aplicação de uma multa de R$ 1 milhão por hora contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis, do União Brasil, e os proprietários das empresas responsáveis pelo transporte coletivo na capital baiana.
O pedido buscou responsabilizar os envolvidos pelas dificuldades que teriam prejudicado o deslocamento de eleitores. A iniciativa ocorreu em meio às reclamações sobre a oferta de transporte público durante o segundo turno, quando milhares de pessoas precisavam chegar aos locais de votação dentro do horário estabelecido.
A prorrogação determinada pelo STF, entretanto, passou a ser objeto de esclarecimento. Em nova decisão publicada neste domingo (25), Zanin explicou que a extensão do prazo, das 17h para as 19h, se aplicava somente às urnas que ainda permaneciam abertas.
O esclarecimento delimitou o alcance da medida e indicou que a ampliação do horário não determinava a reabertura de urnas cujo atendimento já havia sido encerrado. Esse entendimento ajuda a explicar por que eleitores encontraram seções fechadas mesmo após a divulgação da prorrogação.
Os episódios registrados em São Paulo e na Bahia levantaram dúvidas sobre a comunicação das orientações eleitorais e a aplicação das determinações judiciais. Para os eleitores que enfrentaram dificuldades de transporte, a extensão do horário representava uma oportunidade de chegar às urnas.
Apesar da decisão, os registros de locais fechados evidenciaram os desafios enfrentados durante a votação. O caso reuniu questões relacionadas à mobilidade urbana, à organização eleitoral e à interpretação das regras estabelecidas para garantir a participação dos cidadãos no processo democrático.
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