Um macaco-prego deixou cinco pessoas feridas após fugir e invadir diferentes residências de um condomínio na região da Paralela, em Salvador, na segunda-feira (5). O animal circulou por vários imóveis e provocou momentos de tensão entre os moradores antes de ser capturado por uma equipe especializada.
Confira detalhes no vídeo:
Entre os feridos estão três moradores, um funcionário que trabalhava como segurança no condomínio e um policial militar que participou da ocorrência. O agente foi mordido pelo animal e precisou ser encaminhado para atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento localizada em Itapuã. A Polícia Militar informou que acompanha a situação e os cuidados necessários ao policial.
Durante a movimentação pelo condomínio, o macaco teria entrado em diferentes casas depois de pular muros e passar de um imóvel para outro. Em uma das residências, o animal chegou a quebrar o box de vidro de um banheiro para conseguir acesso a outro ambiente.
Um dos momentos que mais assustaram os moradores ocorreu quando o macaco entrou em um quarto onde estava um bebê de apenas cinco dias. Apesar da proximidade do animal com o recém-nascido e do risco provocado pela situação, não há informação de que a criança tenha sido ferida.
Moradores também relataram às autoridades que o primata teria ingerido bebidas alcoólicas, álcool 70% e medicamentos encontrados dentro de uma das casas invadidas. A informação, entretanto, não foi confirmada pelas autoridades e foi tratada como um relato apresentado pelos moradores durante a ocorrência.
A movimentação do animal exigiu a atuação de uma equipe especializada. A Companhia de Policiamento e Proteção Ambiental foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicações depois que os moradores comunicaram as invasões e a dificuldade para controlar o macaco.
A captura começou ainda no fim da manhã e se estendeu até aproximadamente 14h30. Para conter o animal, os agentes utilizaram um puçá, equipamento semelhante a uma rede utilizado na captura de animais, além de luvas de couro para proteção durante a abordagem.
A operação exigiu cuidado por causa do comportamento do primata e da possibilidade de novos ataques. O animal estava circulando por diferentes espaços do condomínio e já havia ferido pessoas, o que aumentava a preocupação das equipes responsáveis pela captura.
Após ser retirado do local, o macaco-prego foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres. No local, passou por avaliação e foi identificado como debilitado, necessitando de cuidados. A permanência no centro permite que o animal seja acompanhado antes de qualquer definição sobre seu destino.
Segundo as informações divulgadas após a ocorrência, o primata possui um tutor e conta com certificado de origem legalizado. O responsável, porém, não estava presente no condomínio durante o episódio, de acordo com as informações repassadas pela Polícia Militar.
Além dos ferimentos provocados durante a movimentação do animal, o caso também mobilizou autoridades ambientais e policiais para garantir a segurança dos moradores. A presença do macaco em áreas residenciais criou uma situação incomum, principalmente pela quantidade de imóveis acessados e pela dificuldade inicial para localizar e conter o primata.
Os três moradores feridos e o segurança prestaram depoimento na Delegacia de Itapuã. Os relatos devem ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos e as circunstâncias em que o animal conseguiu escapar e acessar as residências.
O caso chama atenção para os cuidados necessários envolvendo animais silvestres mantidos sob responsabilidade humana. Mesmo quando possuem origem legalizada, esses animais podem apresentar comportamentos imprevisíveis, especialmente quando estão fora de seu ambiente controlado.
Após a captura, a prioridade passou a ser a recuperação do macaco e o acompanhamento das pessoas feridas. O episódio terminou sem registro de ferimentos no bebê que estava no quarto durante uma das invasões, mas deixou moradores e funcionários assustados com a situação inesperada dentro do condomínio.
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