Brasil: Bolsonaro se pronuncia sobre eleição de 2022 e praticamente descarta Mourão como vice-candidato


Em entrevista à revista Veja, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou sobre importantes assuntos políticos, inclusive a eleição presidencial de 2022. O chefe do Executivo aproveitou esse assunto para desfazer novamente a narrativa de seus inimigos sobre um possível "golpe de Estado" que seria dado por ele:

"Olha só: vai ter eleição, não vou melar, fique tranquilo, vai ter eleição. O que o Barroso está fazendo? Ele tem uma portaria deles, lá, do TSE, onde tem vários setores da sociedade, onde tem as Forças Armadas (FFAA), que estão participando do processo a partir de agora. As FFAA têm condições de dar um bom assessoramento. Com as FFAA participando, você não tem por que duvidar do voto eletrônico. As FFAA vão empenhar seu nome, não tem por que duvidar. Eu até elogio o Barroso, no tocante a essa ideia — desde que as instituições participem de todas as fases do processo.", disse Bolsonaro.

Sobre o possível vice-candidato que comporá sua chapa à presidência no ano que vem, Jair disse o seguinte:

"Olha só, seu eu vier candidato, não vai mais se repetir o que aconteceu em 2018. O vice tem que ter algumas características, tem que ajudar você. E tem que ajudar no tocante ao voto também. Então, o pessoal diz pra mim: ‘Ah, o vice ideal é de Minas ou do Nordeste’. Então, tudo isso a gente vai botando na mesa. O Mourão, por exemplo, eu acho que não está fechada a porteira para ele ainda. Agora, o Mourão não tem a vivência política. Praticamente zero. E depois de velho é mais difícil aprender as coisas. Mas no meu entender, seria um bom senador.".

Ele também falou sobre as pesquisas eleitorais que têm sido divulgadas e o cenário político no qual se insere o seu governo:

"Pesquisa é uma coisa, realidade é outra. O que o outro lado faz?: ‘Oh, no meu tempo o gás estava tanto, a carne estava tanto’. Eles ficam jogando isso aí, ele pegou uma economia de certa forma arrumada do Fernando Henrique Cardoso. Nós estamos arrumando a casa, engordando o porquinho, espero que o lobo mau não coma o nosso porquinho. A gente quer o bem do Brasil. O outro gastava horrores, não tinha teto de gastos, não tinha problemas com o Parlamento, dava menos dor de cabeça para eles, loteou tudo. Hoje, é completamente diferente, estou demorando um recorde de tempo para sabatinar o André Mendonça, coisa que não acontecia no passado. Era um relacionamento Executivo-Legislativo bem diferente do que é hoje. Aqui não tem loteamento.".


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