A compra de carne bovina brasileira pelos Estados Unidos sofreu uma queda expressiva nos últimos três meses, marcando um período de grande preocupação para o setor pecuário nacional. O recuo foi de aproximadamente 80% no volume exportado, refletindo o impacto direto das recentes medidas tarifárias adotadas pelo governo norte-americano.
Confira detalhes no vídeo:
Em abril, o Brasil ainda mantinha um fluxo elevado de exportação para o mercado dos Estados Unidos. Naquele mês, foram embarcadas mais de 47 mil toneladas de carne bovina, um volume considerado robusto, que ajudava a sustentar a balança comercial brasileira e garantir a circulação de divisas importantes para o agronegócio. Entretanto, o cenário começou a mudar quando o atual presidente norte-americano, Donald Trump, determinou a aplicação de uma taxa adicional de 10% sobre a carne bovina brasileira.
A justificativa para a imposição da nova tarifa estaria ligada a estratégias de proteção do mercado interno dos Estados Unidos, que tem buscado incentivar a produção nacional de carne e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. Além disso, analistas avaliam que a medida se insere em uma política mais ampla de restrições comerciais, na tentativa de pressionar parceiros internacionais a renegociarem termos comerciais considerados desfavoráveis à indústria norte-americana.
Com a nova taxação em vigor, os frigoríficos brasileiros enfrentaram um aumento significativo no custo final de seus produtos no território norte-americano. A consequência foi imediata: compradores optaram por reduzir pedidos ou buscar alternativas mais competitivas em outros países fornecedores, como Austrália e Canadá, que possuem acordos comerciais mais estáveis com os Estados Unidos. Assim, o volume exportado pelo Brasil despencou para apenas 9,7 mil toneladas no mês mais recente, consolidando uma retração drástica.
O setor pecuário brasileiro, altamente dependente do mercado internacional, agora se depara com o desafio de redirecionar parte de sua produção para outros destinos. Países asiáticos, especialmente China e Hong Kong, continuam como grandes compradores e podem absorver parte dessa oferta excedente, mas não sem exigir negociações de preço e ajustes logísticos. Para os produtores, o momento é de cautela e de busca por alternativas para evitar prejuízos maiores, já que a queda de demanda em um dos principais mercados importadores do mundo pressiona a cadeia produtiva como um todo.
Empresas exportadoras também têm alertado para os riscos de uma competição interna acirrada, caso a carne destinada aos Estados Unidos precise ser redirecionada para o consumo doméstico ou para mercados que não oferecem o mesmo nível de rentabilidade. Esse cenário pode provocar um excedente de oferta no mercado interno, pressionando para baixo os preços pagos ao produtor e afetando diretamente a margem de lucro dos frigoríficos.
Diante do novo quadro, o governo brasileiro monitora a situação e avalia medidas diplomáticas e comerciais para tentar reverter ou ao menos mitigar os impactos da taxação extra. No curto prazo, no entanto, o setor já se prepara para um período de ajuste, buscando novos parceiros comerciais, diversificando destinos e investindo em estratégias para tornar a carne brasileira mais competitiva frente aos desafios impostos pelas novas barreiras.
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