Confira detalhes no vídeo:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não tem pressa em retaliar e prefere resolver a situação por meio do diálogo. Ao mesmo tempo, reforçou que o país está preparado para adotar medidas proporcionais caso as negociações não avancem, destacando que não aceitará interferência externa em sua soberania. Lula também ressaltou que questões internas, como o processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, são de competência exclusiva das instituições brasileiras.
A imposição das tarifas pelos EUA foi justificada por supostas práticas comerciais desleais do Brasil e pelo tratamento judicial dado a Bolsonaro. Apesar do superávit comercial americano em relação ao Brasil, a administração de Donald Trump alegou que o país estava sendo injusto com seu aliado.
O governo brasileiro, por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin, anunciou a publicação de um decreto para regulamentar a aplicação da Lei de Reciprocidade, focando em setores estratégicos afetados pelas tarifas, como café, carne e produtos aeroespaciais. A prioridade, porém, continua sendo tentar reverter a decisão antes da entrada em vigor das tarifas, prevista para 1º de agosto.
A medida gerou repercussão internacional. Países latino-americanos, como Argentina e México, manifestaram apoio ao Brasil, enquanto a União Europeia defendeu o diálogo como caminho para resolver o conflito. A Organização Mundial do Comércio (OMC) abriu um painel de consultas para mediar a disputa, que ainda está em andamento.
O Brasil busca, assim, equilibrar a defesa de seus interesses econômicos com a manutenção de boas relações diplomáticas com os Estados Unidos. A estratégia combina pressão comercial e negociação diplomática, tentando evitar que a disputa evolua para uma guerra tarifária mais ampla, capaz de afetar setores-chave da economia e comprometer exportações estratégicas.
O processo de retaliação é encarado pelo governo como uma forma de proteger a soberania econômica e reforçar a importância de negociações justas no comércio internacional, ao mesmo tempo em que procura minimizar impactos negativos para empresas e consumidores brasileiros.
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