O antropólogo e escritor Antonio Risério, aos 71 anos, voltou ao centro das discussões políticas com fortes críticas à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, o atual governo atravessa um período de desorientação generalizada, sem demonstrar clareza nas decisões e atuando de forma confusa tanto no cenário doméstico quanto na política internacional.
Segundo Risério, a atuação externa do Brasil nos últimos meses revela um país sem rumo, guiado mais por afinidades ideológicas do que por objetivos estratégicos. Em tom sarcástico, comparou a diplomacia brasileira a uma “barata tonta de esquerda”, sugerindo que o governo age por impulso e sem planejamento, priorizando discursos alinhados a movimentos e regimes de esquerda no exterior, mesmo quando isso não traz benefícios práticos para o país.
No campo interno, a avaliação do escritor não é mais otimista. Em sua análise, o governo tenta adotar uma postura conciliadora com o centro político, mas sem firmeza ou resultados concretos. Usando novamente uma metáfora crítica, disse que a gestão petista se comporta como uma “barata tonta de centro”, indicando falta de foco e ineficácia nas ações voltadas às demandas nacionais. Para ele, o Planalto parece hesitar entre atender a pressões da base aliada e ceder aos interesses de grupos mais moderados, sem agradar plenamente nenhum dos lados.
As observações de Risério reforçam a visão de que o governo Lula, apesar de sua experiência, ainda não conseguiu imprimir um ritmo firme ou apresentar um projeto de país consistente. Promessas de reconstrução, união e estabilidade feitas durante a campanha não têm se traduzido em iniciativas concretas, o que tem alimentado frustrações em diversos setores da sociedade.
Risério, que tem longa trajetória como intelectual envolvido em temas sociais, culturais e políticos, vem se destacando por uma postura crítica tanto à esquerda tradicional quanto aos discursos identitários que, segundo ele, têm dominado parte das decisões políticas e culturais no Brasil. Suas declarações se inserem em um contexto de desilusão crescente entre observadores que esperavam mais organização e competência do atual governo.
O sentimento de que o Executivo federal está sem direção tem ganhado força não apenas entre opositores, mas também entre antigos apoiadores que começam a questionar a eficácia da gestão. A dificuldade de construir consensos, somada à instabilidade econômica e à falta de avanços significativos em áreas essenciais, alimenta a percepção de paralisia administrativa.
As críticas de Risério, portanto, ecoam em um ambiente político carregado de expectativas não atendidas. Ao apontar falhas de articulação e ausência de estratégia, ele levanta um alerta sobre os riscos de um governo que parece reagir aos acontecimentos sem um plano estruturado. Para ele, sem mudanças claras de rumo, o país pode continuar preso a decisões improvisadas e a um cenário de instabilidade prolongada.
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