VÍDEO: GOVERNADOR SURPREENDE E TENTA INTERVIR EM NEGOCIAÇÃO DE LULA COM TRUMP


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), começou a articular a criação de uma comissão especial para abrir diálogo direto com o governo dos Estados Unidos sobre a nova tarifa de importação de 50% anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump. A medida, que atinge diversos produtos brasileiros, preocupa especialmente o agronegócio, setor que sustenta grande parte da economia goiana.

A iniciativa de Caiado busca mobilizar diferentes frentes: governo estadual, representantes do governo federal, parlamentares, empresários e entidades do setor produtivo. O objetivo é apresentar argumentos que mostrem o peso das exportações brasileiras para os próprios EUA e tentar evitar ou ao menos amenizar os danos econômicos que a cobrança extra pode gerar para Goiás e para o Brasil como um todo.

O governador enfatiza que Goiás, sendo grande produtor e exportador de soja, milho, carnes e outros produtos agropecuários, sentirá imediatamente os efeitos do tarifaço. Para o governo estadual, os prejuízos podem chegar à redução de contratos, fechamento de postos de trabalho e desaceleração de investimentos. A proposta da comissão surge como uma tentativa de abrir espaço para o diálogo diplomático, explorando possibilidades de negociação que protejam o setor produtivo local.

A expectativa é que essa frente de trabalho conte com apoio de técnicos do Ministério da Agricultura, de representantes do Itamaraty e de especialistas em comércio exterior. Para Caiado, envolver Brasília é essencial para dar força política e técnica às conversas com autoridades norte-americanas. A ideia é reunir dados, estudos de impacto e alternativas comerciais para apresentar argumentos convincentes de que manter as portas abertas ao produto brasileiro também é benéfico para os EUA.

Entre produtores rurais e empresários goianos, a mobilização de Caiado é vista como um esforço necessário. Há temor de que o espaço perdido no mercado americano seja ocupado por concorrentes diretos, como Argentina e Uruguai, que podem oferecer produtos similares com custos menores caso não enfrentem o mesmo tipo de barreira tarifária. Para parte do setor, o mercado norte-americano representa estabilidade e volume de compras difíceis de substituir a curto prazo.

Mesmo com a articulação para abrir novas frentes de exportação para países da Ásia, da União Europeia ou do Oriente Médio, empresários destacam que depender de mercados alternativos exige tempo e ajustes logísticos, além de novas negociações sanitárias e comerciais. Diante disso, o entendimento é que tentar manter o canal aberto com os Estados Unidos ainda é a estratégia mais prática para conter prejuízos imediatos.

A movimentação do governador também é vista como um passo político relevante, já que reforça sua imagem como defensor do agronegócio e das cadeias produtivas de Goiás, em um momento de debates intensos sobre alianças políticas para o futuro. Caso avance, a comissão pode inspirar outros governadores a adotar ações semelhantes, formando uma frente de pressão mais ampla para negociar com o governo Trump.

Nos próximos dias, Caiado deve intensificar as conversas com parlamentares e ministros para consolidar o apoio político à proposta. A meta é formalizar o grupo de trabalho o mais rápido possível e buscar reuniões com representantes do governo norte-americano, tentando mostrar que o Brasil quer preservar o relacionamento comercial, mas não aceitará passivamente medidas que prejudiquem sua economia.


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