VÍDEO: MICHELLE BOLSONARO REAGE A LULA APÓS CHILIQUE DO PETISTA CONTRA JAIR E TRUMP


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a aparecer em público para fazer fortes críticas ao governo federal. Neste sábado, ela esteve no Acre, onde participou de um encontro com apoiadores e lideranças regionais. Durante o evento, Michelle leu uma carta aberta direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual pediu que o chefe do Executivo reconheça falhas de sua administração e pare de culpar terceiros pelos problemas enfrentados pelo país.

No discurso, Michelle destacou que, em sua visão, o governo atual tem falhado em setores essenciais, como economia, geração de empregos e segurança pública. Para ela, a população sente os reflexos dessas decisões e precisa de mais ações concretas e menos discursos de transferência de responsabilidade. A ex-primeira-dama também apontou o que considera sinais de autoritarismo na forma como Lula conduz sua relação com opositores e setores da sociedade.

A visita ao Acre faz parte de uma série de viagens que Michelle vem realizando por regiões onde a base conservadora é forte, como Norte e Centro-Oeste. Nessas agendas, ela tem reforçado o contato com grupos religiosos, lideranças locais e eleitores que permanecem fiéis ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Internamente, aliados enxergam essas aparições como uma maneira de manter viva a força do bolsonarismo, mesmo com os obstáculos judiciais enfrentados por Bolsonaro.

No palco, Michelle não economizou críticas ao estilo de governar de Lula, dizendo que o país corre o risco de ver direitos e liberdades ameaçados. Ela afirmou que cabe à sociedade fiscalizar o governo e impedir avanços autoritários, defendendo que a população não pode aceitar tentativas de calar quem pensa diferente. A ex-primeira-dama ainda reforçou que continuará percorrendo estados para conversar com famílias e fortalecer a oposição.

A plateia, formada por lideranças locais, representantes de movimentos conservadores e apoiadores, acompanhou o discurso com entusiasmo. O gesto de Michelle foi interpretado como mais uma etapa de sua consolidação como figura política com potencial para liderar projetos eleitorais no futuro. Embora não tenha anunciado intenção de disputar cargos, o nome dela é cada vez mais cogitado para encabeçar uma chapa opositora ao PT em 2026.

No governo federal, auxiliares de Lula veem com cautela a estratégia de Michelle. Para eles, esse tipo de manifestação faz parte de um plano da ala conservadora para tensionar o ambiente político e manter acesa a polarização que marcou as últimas eleições. O Palácio do Planalto tenta focar em pautas econômicas e sociais para recuperar terreno junto a setores que demonstram insatisfação, mas sabe que a ex-primeira-dama tem ganhado fôlego como porta-voz da oposição.

Com a popularidade do bolsonarismo ainda forte em diversos estados, Michelle deve manter sua agenda de encontros, buscando mobilizar eleitores que se identificam com o discurso conservador. Ao mesmo tempo, ela pretende apresentar uma postura de liderança feminina firme, capaz de atrair tanto o núcleo duro do bolsonarismo quanto setores mais moderados que rejeitam Lula, mas ainda não decidiram em quem votar nos próximos pleitos.

Enquanto isso, Lula e sua equipe acompanham de perto os passos de Michelle, que hoje se destaca como uma das principais vozes da direita, disputando espaço e narrativa no debate público.


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