VÍDEO: PRESIDENTE DO AZERBAIJÃO REVELA ATAQUE RUSSO A AVIÃO FEITO PELA EMBRAER


Um acidente aéreo ocorrido em 25 de dezembro de 2024 segue repercutindo fortemente e agora se tornou motivo de embate jurídico e diplomático entre o Azerbaijão e a Rússia. A tragédia deixou 38 mortos e, apesar da gravidade da situação, 29 pessoas conseguiram sobreviver após a aeronave realizar um pouso de emergência em condições extremamente difíceis.

A disputa ganhou um novo capítulo neste sábado, 19 de julho, quando o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, anunciou durante uma coletiva de imprensa que pretende levar o caso à Justiça internacional. O motivo é a recusa do governo russo em admitir qualquer responsabilidade pelo desastre. Para o líder azeri, não há mais possibilidade de resolver a questão apenas por meio de negociações diretas, uma vez que Moscou, segundo ele, insiste em negar falhas e desviar o foco das investigações.

Aliyev também criticou duramente uma das versões apresentadas por autoridades russas, que chegaram a levantar a hipótese de que o avião poderia ter sido atingido por um drone de origem ucraniana. Para o governo do Azerbaijão, essa teoria é infundada e serve apenas para criar confusão sobre os fatos, evitando que a Rússia reconheça eventuais erros técnicos ou operacionais que teriam contribuído para a queda.

Desde o acidente, informações preliminares indicam que a aeronave apresentou problemas pouco depois da decolagem, obrigando a tripulação a tentar um pouso forçado. Mesmo com a destruição parcial da fuselagem, parte dos passageiros conseguiu sair com vida graças à ação de equipes de resgate e à habilidade da tripulação em manter o controle do avião até o impacto.

Diante da postura de Moscou, o governo do Azerbaijão já mobiliza sua equipe jurídica para apresentar o caso em tribunais internacionais. A meta é buscar uma decisão que responsabilize oficialmente a Rússia e obrigue o país a pagar reparações às famílias das vítimas. Além disso, Baku quer marcar posição e mostrar que não aceitará o que considera um descaso russo em relação à segurança e à transparência na investigação de acidentes que envolvam cidadãos azeris.

Enquanto isso, familiares das vítimas cobram explicações mais detalhadas e exigem que as causas do acidente sejam esclarecidas de forma definitiva. Grupos da sociedade civil no Azerbaijão também pressionam por respostas e pedem mais rigor na fiscalização de operações aéreas, para evitar que tragédias como essa se repitam.

A expectativa é de que o processo nos tribunais internacionais seja longo, uma vez que envolve acusações sérias, troca de provas técnicas e divergências políticas que já afetam a relação entre os dois países. Para analistas, o episódio mostra como um desastre aéreo pode rapidamente se tornar um ponto de tensão diplomática, ainda mais em uma região historicamente marcada por conflitos e disputas de influência.

Enquanto o imbróglio jurídico se desenvolve, os sobreviventes e as famílias que perderam entes queridos tentam seguir em frente, buscando justiça e reparação. Para o governo do Azerbaijão, o próximo passo é convencer a comunidade internacional de que houve negligência e responsabilizar quem de fato deveria ter garantido a segurança do voo.


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