Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro receberam sinalizações do Departamento de Estado dos Estados Unidos indicando que o governo americano planeja anunciar, ainda nesta semana, uma nova série de sanções contra o Brasil. Essas medidas são uma resposta às recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente à revogação de vistos concedidos a ministros da Corte, incluindo Alexandre de Moraes, e outros magistrados, além do procurador-geral da República.
O presidente americano Donald Trump qualificou a atitude do ministro Moraes como uma “declaração de guerra” e afirmou que todas as alternativas estão sendo consideradas para pressionar o Brasil. Entre as medidas avaliadas estão a elevação de tarifas de importação para até 100%, além da aplicação da Lei Magnitsky, que permite o bloqueio de bens e operações financeiras de pessoas acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos.
Outra possível sanção em análise é a exclusão do Brasil do sistema internacional de pagamentos Swift, ferramenta fundamental para a realização de transações financeiras entre bancos e empresas ao redor do mundo. Caso essa medida seja adotada, o impacto para a economia brasileira será severo, pois o país depende desse sistema para efetuar pagamentos e receber valores em suas operações de comércio exterior.
O sistema Swift é essencial para as exportações e importações brasileiras, principalmente para o agronegócio, que responde pela maior parte das vendas brasileiras ao mercado externo. A retirada do país desse sistema dificultaria drasticamente o recebimento por vendas ao exterior e o pagamento de insumos importados, como fertilizantes, o que poderia paralisar setores importantes da economia.
O exemplo recente é o da Rússia, que, após sofrer sanções similares e ser excluída do Swift, passou a depender economicamente da China para manter seu comércio exterior. O Brasil, caso enfrente essa situação, poderia ter um destino semelhante, ficando vulnerável a pressões e restrições que impactariam sua autonomia econômica.
Além das tarifas e da exclusão do Swift, as sanções podem incluir o bloqueio de bens e ativos de autoridades brasileiras envolvidas nas decisões judiciais que motivaram as ações americanas.
Esse contexto cria uma perspectiva preocupante para a economia brasileira, que é fortemente dependente do comércio internacional e da exportação de produtos agrícolas que abastecem boa parte do mundo. Qualquer restrição nesse fluxo comercial pode afetar negativamente a balança comercial e a geração de divisas para o país.
O cenário indica uma crescente tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, motivada por conflitos internos entre os poderes brasileiros, com reflexos diretos nas relações comerciais e econômicas.
Enquanto isso, o governo brasileiro monitora atentamente as movimentações internacionais e estuda os possíveis impactos para a economia e as relações bilaterais. A possibilidade de sanções mais duras e a necessidade de medidas de defesa indicam uma fase de instabilidade nas relações entre as duas nações, que ainda devem presenciar desdobramentos importantes nos próximos dias.
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