Na Coreia do Sul, uma iniciativa tecnológica inovadora vem chamando atenção: a instalação de policiais holográficos em tamanho real para reforçar a segurança pública em áreas de grande movimento, especialmente à noite. O projeto foi implementado no Parque Judong nº 3, em Seul, como parte de uma estratégia para reduzir crimes em zonas de lazer, como parques, praças e regiões com bares e restaurantes. A tecnologia cria a impressão de que oficiais de polícia estão fisicamente presentes, funcionando como um dissuasor psicológico para comportamentos criminosos.
Confira detalhes no vídeo:
Os hologramas operam diariamente entre 19h e 22h e são projetados a cada dois minutos. Durante a projeção, eles emitem mensagens sonoras alertando que a área está monitorada por câmeras de segurança e que a polícia pode responder imediatamente em caso de emergências. De acordo com informações da Delegacia Central de Seul, desde a implementação da medida, houve uma redução de aproximadamente 22% nos crimes registrados durante o horário em que os hologramas estão ativos. Esse resultado indica que, mesmo sem capacidade de intervenção física, a presença virtual de policiais consegue impactar o comportamento das pessoas e aumentar a sensação de segurança.
A tecnologia foi desenvolvida pela empresa sul-coreana Hologrammica e integra o programa "Safe Park", que busca soluções inovadoras para ampliar a segurança pública. O projeto é um exemplo de como a tecnologia pode ser aplicada de maneira criativa para prevenir delitos e otimizar os recursos das forças de segurança, permitindo que policiais humanos se concentrem em atividades que exigem intervenção direta.
A iniciativa gerou grande curiosidade e também debates sobre o uso de soluções tecnológicas na segurança urbana. Especialistas em segurança pública e tecnologia destacam que, embora os hologramas ofereçam vantagens, como redução de crimes e presença dissuasória, eles não substituem a atuação de policiais em situações que exigem ação imediata. Além disso, o projeto levanta questões éticas sobre até que ponto a tecnologia deve intervir na vida cotidiana das pessoas e se a substituição de presença humana por soluções digitais pode gerar efeitos inesperados.
A reação da população tem sido mista. Muitos moradores elogiam a inovação e relatam sentir-se mais seguros ao perceber a presença dos hologramas, especialmente em áreas que costumavam ser mais vulneráveis a crimes noturnos. Por outro lado, há quem considere a iniciativa estranha ou até mesmo inquietante, principalmente devido à sensação de vigilância constante proporcionada pelas projeções e pelas mensagens sonoras.
O sucesso do programa sul-coreano tem levado autoridades a considerar expandir a aplicação dos hologramas para outras regiões da cidade. A experiência de Seul mostra como soluções tecnológicas podem contribuir para a segurança pública de maneira eficiente, mas também evidencia a necessidade de equilibrar inovação com questões éticas e sociais.
Em resumo, os policiais holográficos da Coreia do Sul representam um avanço significativo no uso da tecnologia em segurança urbana, oferecendo proteção e sensação de segurança, ao mesmo tempo em que provocam reflexão sobre o papel da tecnologia na sociedade moderna. O programa demonstra que, mesmo soluções não físicas, podem ter impacto real e mensurável sobre o comportamento humano e a prevenção de crimes.
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