O senador Rogério Marinho, do Partido Liberal do Rio Grande do Norte, anunciou que desistiu da pré-candidatura ao governo potiguar para assumir a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Considerado um dos nomes mais competitivos na corrida estadual, Marinho optou por concentrar esforços no projeto nacional do campo conservador, em um movimento que reorganiza o tabuleiro político da direita para as eleições de 2026.
Confira detalhes no vídeo:
Em manifestação pública, o senador destacou que a decisão foi motivada por um pedido direto do ex-presidente Jair Bolsonaro. Marinho afirmou que, diante do cenário político atual, escolheu se somar à campanha de Flávio Bolsonaro como forma de demonstrar gratidão, solidariedade e lealdade ao ex-chefe do Executivo e ao projeto político que ele representa. A escolha sinaliza a centralidade de Jair Bolsonaro nas definições estratégicas da direita, mesmo fora da disputa eleitoral direta.
A movimentação ocorre em meio a um contexto de forte articulação política nos bastidores. Na terça-feira, a defesa do ex-presidente solicitou autorização ao Supremo Tribunal Federal para que Rogério Marinho o visite na unidade prisional onde Bolsonaro se encontra. O pedido reforça a proximidade entre os dois e indica que o senador segue sendo um dos principais interlocutores políticos do ex-presidente.
Trajetória e peso político
Rogério Marinho construiu uma trajetória de destaque durante o governo Bolsonaro. Ele ocupou cargos estratégicos, como o de secretário especial de Previdência e Trabalho no Ministério da Economia e, posteriormente, o de ministro do Desenvolvimento Regional. À frente da pasta, ganhou projeção nacional ao conduzir obras estruturantes, especialmente no Nordeste, região historicamente sensível para o eleitorado conservador.
Após deixar o ministério, Marinho foi eleito senador, consolidando-se como uma das principais lideranças da direita no Congresso Nacional. Conhecido pela capacidade de articulação e pelo perfil diplomático, ele transitou com facilidade entre diferentes forças políticas, mesmo em um Senado onde o campo conservador não detém maioria. Essas características pesaram na decisão de colocá-lo à frente da coordenação da campanha e da elaboração do plano de governo de Flávio Bolsonaro.
Estratégia eleitoral e foco no Nordeste
A escolha de Rogério Marinho é vista como um movimento estratégico, especialmente pelo peso do Nordeste no cenário eleitoral. A região é tradicionalmente dominada por forças ligadas ao PT, e a presença de um coordenador com base política local e histórico administrativo relevante pode ajudar a reduzir resistências e ampliar o alcance da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Pesquisas recentes indicam que, embora o presidente Lula ainda apareça na liderança, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro apresenta sinais de crescimento e consolidação. Aliados avaliam que a definição antecipada de uma coordenação forte contribui para estruturar a campanha com antecedência, alinhando discurso, propostas e alianças regionais.
Cenário em construção
Mesmo em fase pré-eleitoral, a direita demonstra movimentação intensa. Jair Bolsonaro, apesar das restrições políticas e jurídicas que enfrenta, segue exercendo influência decisiva na definição de rumos e nomes. Ao indicar Flávio Bolsonaro como seu sucessor e escolher Rogério Marinho para coordenar a campanha, o ex-presidente reforça a estratégia de manter unidade e comando centralizado.
A decisão de Marinho de abrir mão de um projeto estadual viável para apostar na disputa presidencial indica que o grupo enxerga chances reais de competitividade em 2026. Com a campanha ainda em estágio inicial, a presença do senador tende a fortalecer a estrutura política do projeto e a ampliar a disputa eleitoral, especialmente em regiões onde a direita busca avançar.
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