VÍDEO: ALIADO DE LULA DELIRA SOBRE POSIÇÃO DO PT





O Partido dos Trabalhadores promove, em Salvador, uma série de atividades para celebrar seus 46 anos de existência. Fundada em 10 de fevereiro de 1980, a legenda reúne na capital baiana dirigentes nacionais, lideranças estaduais, parlamentares, governadores e militantes históricos em um encontro marcado por discursos políticos e debates sobre os rumos do partido. A programação teve início na quinta-feira e segue até o sábado, reforçando o papel do evento como um espaço de mobilização e articulação interna.

Ao longo das comemorações, representantes do PT destacaram a trajetória da sigla e os desafios colocados para o próximo período, com atenção especial ao cenário eleitoral de 2026. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que a legenda busca se apresentar como uma força de mudança, capaz de captar o sentimento de insatisfação existente em parte da sociedade. Para ele, o PT deve se posicionar como um instrumento de transformação social e política, mesmo estando à frente do governo federal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi citado como figura central nesse processo. Lideranças petistas ressaltaram que Lula reúne condições políticas para liderar um novo ciclo de mudanças no país, conciliando a reconstrução de políticas públicas com propostas de transformação mais ampla. Internamente, o entendimento é de que a experiência acumulada ao longo de seus mandatos confere ao presidente legitimidade para conduzir o partido em uma nova fase.

Também presente no evento, o ex-ministro e fundador do PT José Dirceu voltou a defender um projeto de transformação estrutural para o Brasil. Em sua fala, reafirmou o compromisso histórico do partido com um modelo de país de inspiração socialista e situou esse objetivo em um contexto internacional que, segundo sua análise, é marcado pelo avanço de forças conservadoras e de extrema direita. Para Dirceu, esse cenário exige organização política e reafirmação ideológica por parte da esquerda.

As declarações feitas durante o encontro repercutiram fora do ambiente partidário e motivaram críticas de comentaristas e representantes da oposição. Setores mais conservadores questionaram o discurso de que o PT seria um partido antissistema, argumentando que a legenda ocupa posições centrais no Executivo, no Legislativo e mantém influência institucional significativa. Para esses críticos, há uma contradição entre o discurso adotado no evento e a posição que o partido exerce atualmente no poder.

O uso de termos como revolução também foi alvo de contestação por analistas contrários ao PT, que associam esse tipo de linguagem a propostas de ruptura institucional e a modelos políticos considerados incompatíveis com a democracia liberal. Segundo essa visão, os discursos apresentados em Salvador indicariam uma estratégia de radicalização ideológica com vistas à mobilização da militância para os próximos embates eleitorais.

Apesar das críticas, dirigentes do PT avaliam que o evento cumpre o papel de fortalecer a identidade do partido e renovar o engajamento de sua base. As atividades incluem debates políticos, encontros temáticos e manifestações culturais, reunindo diferentes gerações de militantes. Em meio a discursos de celebração e controvérsia, o partido utiliza a data para reafirmar sua história, discutir seus projetos futuros e se posicionar no centro do debate político nacional, em um momento marcado por forte polarização e disputas narrativas sobre o futuro do país.

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