VÍDEO: DEPUTADA ROMPE COM O PL POR 2026 E GERA POLÊMICA NA DIREITA





A eventual saída da deputada federal Carol De Toni do Partido Liberal para disputar uma vaga no Senado por outra legenda provocou incômodo entre integrantes do PL. A possibilidade passou a ser discutida nos bastidores e foi recebida com resistência por aliados, que avaliam que a mudança poderia gerar atritos internos e alterar o equilíbrio das forças políticas da direita em Santa Catarina.

Dentro do partido, a leitura é de que uma troca de sigla neste momento seria interpretada como um gesto de afastamento político, com potencial para comprometer acordos e estratégias eleitorais já em construção. Dirigentes e parlamentares do PL defendem a necessidade de preservar a unidade da legenda, especialmente em disputas majoritárias, consideradas decisivas para o fortalecimento do partido no cenário nacional.

O deputado federal Sanderson, representante do PL do Rio Grande do Sul, manifestou preocupação com os efeitos de uma eventual mudança. Na avaliação dele, a movimentação não seria bem recebida internamente e poderia provocar desgaste desnecessário, abrindo espaço para conflitos e dificultando o planejamento eleitoral. Para parlamentares da sigla, decisões individuais desse tipo acabam impactando o conjunto do projeto político.

Santa Catarina ocupa posição estratégica para a direita, concentrando um eleitorado expressivo alinhado a pautas conservadoras. Por isso, a definição dos nomes que disputarão o Senado é tratada como prioridade pelas legendas do campo conservador. A fragmentação desse grupo é vista como um risco, já que pode enfraquecer candidaturas e beneficiar adversários em um cenário de disputa acirrada.

Aliados do PL lembram que Carol De Toni construiu sua carreira política vinculada ao partido e que uma eventual saída poderia causar surpresa tanto entre lideranças locais quanto entre eleitores. A preocupação é que a mudança desencadeie novos rearranjos internos e coloque em xeque alianças já firmadas para o próximo ciclo eleitoral.

Pessoas próximas à deputada, por sua vez, afirmam que não existe decisão tomada e que diferentes possibilidades estão sendo avaliadas. O debate envolveria fatores como viabilidade eleitoral, espaço político e articulações partidárias, levando em consideração o contexto estadual e nacional. Mesmo assim, o simples fato de a hipótese estar sendo considerada já foi suficiente para gerar desconforto dentro da legenda.

O episódio expõe as tensões comuns ao período pré-eleitoral, quando partidos e lideranças buscam se posicionar de forma competitiva sem perder coesão. No campo da direita, onde várias siglas disputam o mesmo eleitorado, movimentos individuais tendem a ter reflexos mais amplos, influenciando estratégias e alianças.

Enquanto a situação não é definida, a direção do PL adota postura cautelosa e evita ampliar o debate publicamente. A prioridade é manter o diálogo interno e preservar a unidade partidária. O desfecho dessa articulação poderá ter impacto direto na corrida pelo Senado em Santa Catarina e no arranjo político da direita no estado nos próximos anos.

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