O deputado federal Nikolas Ferreira veio a público para negar que tenha contratado a aeronave utilizada durante a caravana intitulada “Juventude pelo Brasil”, realizada no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que não teve qualquer participação direta na contratação do jatinho e que toda a logística dos deslocamentos foi organizada por terceiros.
Confira detalhes no vídeo:
Segundo Nikolas, sua atuação na caravana se limitou à participação em eventos políticos de apoio à candidatura do então presidente Jair Bolsonaro, sem envolvimento na escolha ou no custeio dos meios de transporte utilizados. O deputado ressaltou que, à época, recebeu convites para comparecer a diferentes cidades e que os deslocamentos eram previamente organizados por apoiadores e integrantes da mobilização, sem sua ingerência direta.
O avião em questão pertencia à empresa Prime You, que naquele período estava ligada ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O uso da aeronave ocorreu entre os dias 20 e 28 de outubro de 2022, intervalo que corresponde à reta final da campanha eleitoral e incluiu compromissos em diversas cidades brasileiras.
No vídeo, o parlamentar destacou que não pode ser responsabilizado por acontecimentos posteriores envolvendo o dono da aeronave ou empresas a ele associadas. De acordo com sua versão, qualquer desdobramento ocorrido após o período eleitoral não guarda relação com sua atuação política ou com os eventos dos quais participou durante a campanha. Nikolas afirmou ainda que jamais teve vínculo comercial ou contratual com o proprietário do jatinho.
A caravana “Juventude pelo Brasil” foi organizada como uma série de encontros com eleitores jovens e apoiadores do então presidente, reunindo influenciadores, parlamentares e lideranças políticas alinhadas ao campo conservador. A iniciativa teve ampla divulgação nas redes sociais e buscou mobilizar o eleitorado na fase decisiva do pleito, especialmente em estados considerados estratégicos para a disputa.
O uso de aeronaves privadas por figuras públicas durante campanhas eleitorais costuma gerar questionamentos sobre financiamento, transparência e responsabilidade. No caso específico, Nikolas Ferreira reforçou que não houve irregularidade de sua parte e que sua presença nos eventos ocorreu de forma legítima, dentro das regras eleitorais vigentes. Ele afirmou que sua agenda foi construída com base em convites e que a logística ficou sob responsabilidade dos organizadores locais.
A manifestação pública do deputado ocorre em meio à repercussão de informações relacionadas ao proprietário do jatinho e às empresas vinculadas a ele. Ao se pronunciar, Nikolas buscou afastar qualquer associação direta entre sua imagem e possíveis controvérsias envolvendo o empresário. O parlamentar declarou que considera importante esclarecer os fatos para evitar interpretações equivocadas sobre sua conduta durante o período eleitoral.
Com a divulgação do vídeo, o deputado tenta encerrar especulações e reafirmar sua versão dos acontecimentos, sustentando que não houve contratação direta, benefício pessoal ou irregularidade em sua participação na caravana. O episódio reforça como ações e deslocamentos realizados durante campanhas continuam sendo objeto de escrutínio público mesmo anos após o término do processo eleitoral.
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