Na sexta-feira, 18 de julho, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) detalhou a operação realizada pela Polícia Federal na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada no Jardim Botânico, em Brasília. Em entrevista ao programa Boletim Metrópoles, transmitido pelo YouTube, Damares compartilhou suas impressões sobre o ambiente na casa durante a ação, o estado emocional da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e fez críticas à condução da operação policial.
Confira detalhes no vídeo:
De acordo com a senadora, ela esteve na casa de Bolsonaro logo após a saída do ex-presidente para a sede da Polícia Federal, onde foram cumpridas medidas judiciais, incluindo a determinação do uso da tornozeleira eletrônica. Damares afirmou que foi até o local para oferecer apoio e solidariedade à ex-primeira-dama. Ela revelou que, ao saber dos acontecimentos, se preocupou e procurou Michelle para perguntar se poderia visitá-la. A senadora encontrou Michelle acompanhada apenas da filha, em um momento de grande tristeza, mas já um pouco mais tranquila após o choque inicial.
Durante a visita, Damares descreveu um momento de oração e conversa entre as mulheres, também contando com a presença da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. O ambiente, apesar da comoção, foi marcado por uma busca de conforto e apoio mútuo, diante da situação delicada enfrentada pela família Bolsonaro.
A senadora comentou ainda sobre a operação em si, destacando que a casa não apresentava sinais de desordem ou danos causados pela ação policial. Segundo ela, a residência estava organizada, com a cozinha e a sala arrumadas, sem o que costuma ser visto em buscas mais invasivas. Damares mencionou que os policiais teriam encontrado dinheiro e realizado sua contagem, mas que o foco principal da missão parecia ser apenas levar Bolsonaro para o cumprimento das medidas judiciais.
Um dos pontos mais criticados por Damares foi a forma ostensiva como a operação foi conduzida. Ela questionou a necessidade da presença de um grande contingente de agentes armados na casa de um homem de 70 anos, que estava acompanhado por sua esposa, uma dona de casa, vestindo pijama e em um momento vulnerável. Para a senadora, o espetáculo montado não condizia com a situação, e ela sugeriu que formas menos agressivas, como comunicação prévia ao advogado de Bolsonaro ou um convite formal para comparecimento à delegacia, poderiam ter sido adotadas.
A senadora destacou que, na sua avaliação, a ação policial foi desproporcional e que esse tipo de abordagem pode causar sofrimento desnecessário aos envolvidos. Ela enfatizou a importância de respeitar a dignidade das pessoas, mesmo em operações que envolvem cumprimento de medidas judiciais.
O relato da senadora Damares Alves traz à tona discussões sobre os procedimentos adotados em ações da Polícia Federal, especialmente quando envolvem figuras públicas e familiares em situação delicada. A operação na casa do ex-presidente Bolsonaro se soma a um contexto de intensas investigações e medidas judiciais que têm movimentado o cenário político nacional, despertando reações e debates acalorados em diferentes setores da sociedade.
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