BRASIL: DEPUTADO MARCEL VAN HATTEM ENQUADRA DIRETOR-GERAL DA PF NO CONGRESSO


Durante uma audiência realizada para ouvir esclarecimentos do diretor-geral da Polícia Federal no governo Lula, Andrei Rodrigues, o deputado federal Marcel Van Hattem apresentou denúncias contundentes contra a conduta da corporação sob a atual gestão. Van Hattem acusou a instituição de práticas de intimidação, ilegalidades processuais e de colaborar em ações de perseguição política ligadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seus auxiliares.

Confira detalhes no vídeo:

O deputado criticou duramente o que classificou como uso abusivo da Polícia Federal para intimidar opositores políticos. Em seu discurso, Van Hattem destacou um caso recente de uma mulher que teria sido pressionada por ter feito críticas ao presidente Lula. Para o parlamentar, essa é mais uma demonstração de que a PF está sendo utilizada como instrumento de censura contra aqueles que expressam opiniões contrárias ao governo. Ele afirmou que a corporação está aparelhada politicamente, perdendo sua imparcialidade.

Durante a audiência, Van Hattem confrontou o diretor-geral Andrei Rodrigues por supostas evasivas e distorções em suas respostas. O parlamentar insistiu em questionar se Rodrigues manteve contato com o ministro Alexandre de Moraes antes da prisão do ex-ministro Anderson Torres, buscando entender a extensão da interferência política nas ações da PF. Para Van Hattem, o silêncio ou respostas incompletas indicam uma colaboração preocupante entre a Polícia Federal e decisões judiciais questionáveis.

O deputado também trouxe à tona denúncias sobre o delegado Fábio Alvarez Shor, acusado de produzir relatórios falsos que teriam mantido pessoas presas injustamente. Van Hattem exigiu explicações sobre o que a Polícia Federal está fazendo para apurar e punir tais condutas, ressaltando que o próprio diretor-geral tem responsabilidade direta sobre os delegados sob seu comando. Ele citou ainda a revelação de informações fraudulentas sobre uma viagem do assessor Filipe Martins, reforçando sua crítica à falta de transparência e legalidade nos procedimentos internos da PF.

Outro ponto grave mencionado por Van Hattem foi a tentativa de silenciá-lo por meio de uma representação judicial que o acusaria de denunciação caluniosa, caso ele denunciasse o delegado responsável por essas irregularidades. Segundo o parlamentar, essa tentativa de “mordaça” é reflexo do uso político da Justiça para intimidar opositores e impedir o combate a práticas ilegais dentro da própria Polícia Federal. Ele ressaltou que seu caso é apenas um exemplo entre outros semelhantes enfrentados por críticos do governo.

A audiência teve momentos de tensão, especialmente após as fortes acusações de Van Hattem, quando o deputado petista Lindbergh Farias perdeu o controle emocional, provocando um tumulto no local. A discussão evidenciou o clima polarizado que envolve as investigações e o debate político no país.

Em resumo, a participação de Marcel Van Hattem na audiência expôs um cenário de conflito institucional, no qual a Polícia Federal é acusada de perder sua independência, atuar com motivação política e colaborar em perseguições promovidas por figuras do Judiciário ligadas ao atual governo. O caso reacende o debate sobre a necessidade de uma investigação transparente e imparcial para garantir o respeito às instituições e aos direitos fundamentais no Brasil.

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