BRASIL: ECONOMISTA DE ESQUERDA SURPREENDE JORNALISTAS, EXPÕE “ABSURDOS” DE MORAES E DIZ QUE SERÁ PRESO NA TV
O ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman, conhecido por suas críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, fez duras declarações sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a Corte está "completamente fora de controle". Durante entrevista à TV Cultura, ele acusou o STF de abusar do que chamou de “direito de errar por último”, criando um desequilíbrio entre os poderes da República.
Confira detalhes no vídeo:
Schwartsman defendeu que o Supremo, ao exercer o poder final de decisão sem que haja recurso possível, tem agido de forma exagerada e autoritária. Segundo ele, essa postura tem resultado em um comprometimento da harmonia entre os Poderes, com o Judiciário invadindo atribuições que deveriam ser discutidas no Legislativo ou ao menos decididas com maior colegialidade dentro da própria Corte.
Um exemplo citado pelo economista foi o impasse sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para ele, a Constituição não prevê tentativas de acordo nesse tipo de situação: a decisão deve ser clara e definitiva, o que não tem ocorrido. Além disso, Schwartsman criticou a prática recorrente de decisões monocráticas tomadas por ministros individualmente, mesmo quando os efeitos são amplos e atingem toda a sociedade. Ele ressaltou que, enquanto as decisões internas do STF parecem fragmentadas e contraditórias, o país assiste perplexo a essa situação.
Em sua avaliação, o ministro Alexandre de Moraes, em particular, tem ultrapassado os limites constitucionais em suas ações. Schwartsman afirmou que Moraes parece disposto a sacrificar a democracia para, paradoxalmente, protegê-la, uma contradição que considera preocupante e prejudicial para o funcionamento das instituições brasileiras.
O ex-diretor do Banco Central também fez referência a uma possível perseguição judicial. Ao criticar a ordem do Supremo de prender opositores sem base legal clara, frequentemente motivada por divergências políticas ou opiniões contrárias, ele sugeriu que poderia ser o próximo a ser preso em razão dessas decisões inconstitucionais.
A declaração contundente de Schwartsman expõe um clima de tensão entre setores da sociedade e o Supremo, especialmente em relação à maneira como o tribunal tem exercido seu papel. Suas críticas refletem uma preocupação crescente sobre o equilíbrio dos poderes e o respeito às normas democráticas no Brasil.
O cenário atual evidencia um desafio institucional, no qual a percepção de exagero e falta de transparência nas decisões do STF gera insegurança jurídica e fragiliza o ambiente político. A discussão sobre a atuação do Judiciário e seus limites é central para o fortalecimento da democracia, sobretudo em um momento em que o país enfrenta polarizações intensas e disputas políticas acirradas.
Em meio a esse contexto, a reação de figuras públicas como Schwartsman pode influenciar o debate público e político, ampliando as discussões sobre os rumos do sistema de freios e contrapesos no Brasil. A tensão entre críticas contundentes e a necessidade de respeito às instituições coloca o país diante de um dilema importante: como garantir a estabilidade institucional e, ao mesmo tempo, assegurar o funcionamento democrático e transparente dos poderes.
Essa situação torna urgente o aprofundamento do diálogo entre os Poderes, o reforço da independência do Judiciário e o respeito às regras constitucionais, para que o Brasil possa superar as crises políticas atuais sem abrir mão dos valores democráticos fundamentais.
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