Uma fraude milionária envolvendo recursos da Previdência Social veio à tona após investigações apontarem que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) efetuou pagamentos indevidos que totalizaram R$ 2,3 milhões. O esquema, segundo apurações internas, teria sido organizado por Gilson Barbosa Machado, que na época dos pagamentos ocupava o cargo de servidor do órgão. As irregularidades ocorreram em diferentes estados da região Nordeste, onde foram identificados os repasses a supostos beneficiários.
Confira detalhes no vídeo:
O caso chamou atenção por expor falhas graves no controle de cadastros e liberação de recursos do sistema previdenciário. Os supostos beneficiários, que deveriam receber aposentadorias e auxílios diversos, simplesmente não existiam. Parte deles, apontaram os relatórios preliminares, era composta por pessoas já falecidas e por identidades completamente fictícias, criadas para viabilizar os depósitos.
Segundo informações iniciais, o golpe foi construído com detalhes para enganar as rotinas de conferência do INSS. Gilson Barbosa Machado, que tinha acesso privilegiado aos sistemas de concessão de benefícios, usava brechas para cadastrar documentos falsos e reativar registros de segurados que já haviam sido oficialmente declarados mortos. Em alguns casos, os pagamentos eram destinados a contas abertas em nomes de terceiros, enquanto em outros os recursos eram sacados por laranjas contratados para dar aparência de legalidade às retiradas.
O esquema ficou oculto por meses, até que servidores de outras áreas do INSS notaram inconsistências em cruzamentos de dados. A partir de relatórios automatizados que comparam informações de óbitos com folhas de pagamento, auditores perceberam movimentações suspeitas em determinados benefícios que estavam ativos, mesmo após registros de falecimento. As investigações internas começaram de forma sigilosa para não alertar os envolvidos.
O caso agora é analisado por órgãos de controle e também foi encaminhado para a Polícia Federal, que deve aprofundar as apurações para identificar se há outros funcionários envolvidos. A suspeita é de que Gilson não tenha agido sozinho, uma vez que o volume de recursos desviados e a complexidade das operações indicam a participação de mais pessoas. A principal linha de investigação busca descobrir quem operava as contas bancárias e realizava os saques, além de verificar se existiam empresas de fachada para lavar o dinheiro desviado.
O prejuízo de R$ 2,3 milhões representa um golpe significativo em um sistema já pressionado por fraudes, pagamentos indevidos e dificuldades de fiscalização. Especialistas alertam que golpes desse tipo, envolvendo beneficiários fantasmas ou mortos, são um dos grandes desafios enfrentados pelo INSS há anos. Para tentar conter esses desvios, o órgão investe cada vez mais em cruzamentos de bases de dados, parcerias com cartórios e atualização dos sistemas digitais, mas episódios como este mostram que as brechas ainda existem.
A revelação do caso deve reforçar a discussão sobre a necessidade de modernizar as ferramentas de controle de pagamentos, ampliar a fiscalização e punir de forma rigorosa servidores que utilizam o cargo para se beneficiar de forma ilícita. Enquanto isso, as autoridades buscam rastrear o dinheiro desviado para tentar recuperar parte dos valores e reverter o dano aos cofres públicos. A expectativa é de que novas prisões e bloqueios de bens sejam solicitados à Justiça nas próximas semanas, à medida que mais detalhes sobre o esquema sejam esclarecidos.
VEJA TAMBÉM:
Garanta acesso ao nosso conteúdo clicando aqui, para entrar no grupo do WhatsApp onde você receberá todas as nossas matérias, notícias e artigos em primeira mão (apenas ADMs enviam mensagens).
Clique aqui para ter acesso ao livro escrito por juristas, economistas, jornalistas e profissionais da saúde conservadores que denuncia absurdos vividos no Brasil e no mundo, como tiranias, campanhas anticientíficas, atos de corrupção, ilegalidades por notáveis autoridades, fraudes e muito mais.
Comentários
Postar um comentário
Cadastre seu e-mail na barra "seguir" para que você possa receber nossos artigos em sua caixa de entrada e nos acompanhe nas redes sociais.