BRASIL: JURISTAS REVELAM QUAIS PODEM SER AS PRÓXIMAS AÇÕES DE TRUMP CONTRA MORAES E ALIADOS


A revogação dos vistos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de seus aliados na Corte e de familiares, anunciada pelo Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, provocou forte repercussão tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. A medida é vista como uma resposta contundente às ações do ministro, que tem sido acusado por críticos de promover censura e perseguição política.

Confira detalhes no vídeo:

Entre as vozes que apoiam a decisão, destaca-se Chris Pavlovski, CEO da rede social Rumble, que foi bloqueada por Moraes no Brasil. Pavlovski classificou o ministro como um tirano que usa seu poder para intimidar e controlar, estendendo seu alcance além das fronteiras nacionais. Ele agradeceu publicamente ao ex-presidente Donald Trump e a Marco Rubio pela defesa da liberdade de expressão.

O senador americano Shane Jett criticou duramente a atuação de Alexandre de Moraes, afirmando que o Brasil vive um momento sombrio em que o ministro age como um déspota moderno, perseguindo vozes conservadoras e qualquer pessoa que discorde do atual regime. Jett alertou para a necessidade urgente de reação por parte do Senado brasileiro e da população, ressaltando que excluir Jair Bolsonaro das eleições representa uma ruptura com o Estado de Direito e a soberania popular.

Também do lado dos Estados Unidos, o ex-diretor de inteligência do Departamento de Estado, Mike Benz, saudou a revogação do visto, parabenizando Marco Rubio pela iniciativa contra o que chamou de “juiz tirano” que silencia a oposição política no Brasil. A deputada americana María Elvira Salazar, conhecida por sua postura crítica ao ministro Moraes, afirmou que a revogação dos vistos é apenas o começo e que outras medidas, incluindo sanções previstas na Lei Magnitsky Global, poderão ser aplicadas caso a perseguição a Bolsonaro continue.

No Brasil, a repercussão entre parlamentares e juristas também foi intensa. O procurador Marcelo Rocha Monteiro ironizou a situação ao comentar que um seminário previsto para contar com ministros do STF e o Procurador-Geral da República, inicialmente marcado para Nova York, teria sido transferido para Nova Iguaçu, como uma forma de evitar constrangimentos diante da reação internacional.

O jurista Fabricio Rebelo sugeriu que se as restrições de vistos fossem estendidas aos executivos dos grandes veículos de comunicação que dão apoio ao Supremo, a retomada da democracia no Brasil ocorreria rapidamente. Ele ainda acrescentou que se Portugal adotasse postura semelhante, o processo seria quase imediato.

O deputado estadual Rodrigo Lorenzoni destacou que a ação dos Estados Unidos é um sinal claro de que democracias consolidadas não aceitam práticas autoritárias. Ele também alertou para os riscos da aproximação do Brasil a regimes considerados autoritários, como os de Cuba e Venezuela, afirmando que o “mundo livre está atento e reage”.

Essa série de reações evidencia o impacto internacional da decisão americana, que deixa clara a intolerância a ações consideradas violadoras da democracia e dos direitos humanos. A revogação dos vistos marca um momento delicado nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, ao mesmo tempo em que intensifica o debate interno sobre a independência do Judiciário, liberdade de expressão e o futuro político do país.

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