BRASIL: MANIFESTANTES BRIGAM NA SEDE DO PL APÓS SAÍDA DE BOLSONARO


No fim da tarde desta sexta-feira, 18 de julho, a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro da sede do Partido Liberal (PL) acabou se transformando em palco de uma troca acalorada de ofensas e palavras de ordem entre simpatizantes e opositores do ex-mandatário. O clima, que já era tenso desde a chegada de Bolsonaro para reuniões internas, ganhou contornos de confusão logo após ele conceder entrevistas criticando duramente uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Confira detalhes no vídeo:

A decisão em questão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, obriga Bolsonaro a passar a usar tornozeleira eletrônica, medida que ele classificou como absurda e motivada por perseguição política. Logo depois de falar à imprensa, Bolsonaro deixou a sede do PL cercado por assessores e seguranças. Foi nesse momento que manifestantes contrários e favoráveis se encontraram em frente ao prédio, dando início a um confronto verbal que rapidamente atraiu curiosos e câmeras de celulares.

No meio da aglomeração, um manifestante estendeu uma faixa com a frase “Justiça feita! Genocida na cadeia”, direcionando o protesto diretamente ao ex-presidente. O ato gerou uma reação imediata de aliados de Bolsonaro, que responderam aos gritos, reafirmando apoio ao ex-chefe do Executivo com palavras de ordem como “estamos com ele até o fim”. O embate verbal logo se espalhou pela rua, enquanto os dois grupos se encaravam e trocavam acusações.

Defensores de Bolsonaro gritavam que a decisão do STF seria uma afronta à liberdade individual e uma prova de que o ex-presidente sofre perseguição judicial. Muitos dos apoiadores, carregando bandeiras do Brasil, afirmavam que Bolsonaro é inocente de qualquer acusação e que usariam todos os meios democráticos para defendê-lo. Do outro lado, o manifestante que segurava a faixa insistia em responsabilizar Bolsonaro por supostos crimes cometidos durante a pandemia e criticava suas alianças internacionais, chegando a citar o presidente americano Donald Trump como parte de um conluio que, segundo ele, teria prejudicado o Brasil.

Enquanto a discussão se estendia, seguranças e policiais que acompanhavam o deslocamento de Bolsonaro precisaram intervir para evitar que o bate-boca evoluísse para agressões físicas. Apesar do tom elevado e de empurrões isolados, não houve registros de confronto físico mais grave. Com o avanço da confusão, o ex-presidente foi rapidamente colocado em um carro oficial e deixou o local sem falar novamente com os manifestantes.

A cena sintetiza o clima de divisão que ainda cerca o nome de Bolsonaro, mesmo fora do cargo de presidente. Para seus apoiadores, ele continua sendo uma liderança política injustiçada, alvo de investigações e medidas judiciais consideradas exageradas. Já para os críticos, as novas restrições, como o uso da tornozeleira, são uma resposta necessária para responsabilizar atos passados que, na visão deles, não podem ficar impunes.

A expectativa agora é sobre como Bolsonaro irá se posicionar nos próximos dias. Integrantes do PL já discutem estratégias para manter a mobilização da base, enquanto juristas avaliam possíveis recursos contra a determinação do STF. Do lado de fora da sede do partido, ficou claro que qualquer aparição pública do ex-presidente ainda será acompanhada de manifestações intensas — tanto de apoio quanto de repúdio.

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