BRASIL: MINISTRO DE LULA REVELA MEDIDA DE EMERGÊNCIA PARA TENTAR EVITAR COLAPSO NO AGRO APÓS TARIFAÇO


O governo brasileiro decidiu adotar uma nova estratégia para o agronegócio nacional após o anúncio de tarifas mais altas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o objetivo da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva é minimizar os impactos do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump. Para isso, o Brasil vai intensificar esforços para diversificar os destinos das exportações agropecuárias, buscando abrir novos mercados e fortalecer relações comerciais com parceiros já consolidados.

Confira detalhes no vídeo:

A decisão ocorre em um momento de tensão nas relações comerciais entre Brasília e Washington. As tarifas, que incidem sobre itens de alto valor na pauta de exportações, podem afetar diretamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano, tradicionalmente um dos maiores compradores de commodities como carne, soja, milho e café. Diante desse cenário, o governo federal quer acelerar negociações com países da Ásia, África e Oriente Médio, além de ampliar acordos com parceiros da América Latina e da União Europeia.

O Ministério da Agricultura também estuda ampliar missões comerciais em países estratégicos. A ideia é organizar visitas de representantes do setor produtivo, autoridades sanitárias e diplomatas para abrir portas, destravar barreiras técnicas e apresentar a qualidade dos produtos brasileiros. O foco inicial deve ser em mercados que já demonstraram interesse em ampliar a importação de proteína animal, grãos e frutas tropicais.

Internamente, o governo vê a reorientação como oportunidade para reforçar a imagem do Brasil como potência agroambiental. A gestão Lula quer usar a questão da sustentabilidade como diferencial competitivo, destacando práticas de rastreabilidade, uso de tecnologias de baixo carbono e cumprimento de normas ambientais. O discurso é de que, ao diversificar parceiros, o país também fortalece sua independência em relação a decisões políticas externas que possam interferir no fluxo de comércio.

No setor produtivo, a mudança de rota é recebida com expectativa. Produtores rurais e exportadores reconhecem que o tarifaço pode gerar perdas imediatas, mas apostam na capacidade do Brasil de abrir novos espaços no mercado global. Entidades do agro avaliam que mercados como China, Indonésia, Vietnã, Emirados Árabes Unidos e países africanos podem absorver parte da produção que antes seguia para os Estados Unidos. Para isso, será necessário investir em logística, certificações sanitárias e estratégias de promoção comercial.

A expectativa do governo é que as novas diretrizes sejam acompanhadas por medidas de estímulo à competitividade. Programas de crédito rural, ampliação de seguros agrícolas e investimentos em infraestrutura de transporte e armazenagem devem ganhar prioridade. A meta é garantir que o produtor brasileiro não sofra perdas prolongadas e tenha condições de manter os níveis de produção, mesmo diante de restrições em mercados tradicionais.

Com o realinhamento das exportações, o Palácio do Planalto busca mostrar que o país não ficará dependente de um único comprador e que tem capacidade de reação rápida a cenários adversos. Nos bastidores, diplomatas trabalham para reduzir as tensões com os Estados Unidos e tentar reverter parte das tarifas, mas o governo já sinalizou que não pretende ficar de braços cruzados enquanto as restrições estiverem em vigor. A ideia é transformar a crise em oportunidade, fortalecendo o agro brasileiro no cenário internacional.

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