Na última sexta-feira, o ambiente político em Brasília ficou ainda mais tenso após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ordenar a remoção de deputados que participavam de um protesto silencioso na Praça dos Três Poderes. A decisão também proibiu manifestações em uma área de um quilômetro ao redor do local, gerando forte reação de parlamentares ligados à base conservadora.
Confira detalhes no vídeo:
O senador Magno Malta, em contato por videoconferência com os manifestantes que apoiavam o deputado Hélio Lopes, fez um duro desabafo sobre a atuação do Congresso Nacional diante das ações do STF. Ele criticou o Legislativo por, segundo ele, se submeter às determinações do ministro e deixou claro seu desapontamento com a falta de avanços em pedidos de impeachment contra membros da Suprema Corte. Malta ressaltou que o Congresso teria se humilhado diante do Judiciário e que a situação está próxima de se transformar numa espécie de dominação total do Poder Judiciário sobre os demais.
Além do senador, outros deputados federais se manifestaram contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Hélio Lopes citou a importância da persistência em movimentos de resistência, enquanto o deputado Coronel Chrisóstomo classificou a ação do ministro como um exemplo claro de ditadura, lamentando a tentativa de impedir parlamentares eleitos de exercerem o direito à manifestação pacífica e democrática.
O deputado Cabo Gilberto Silva, que foi citado na ordem judicial para ser removido mesmo estando em outro estado, destacou o erro grave do STF ao incluir seu nome numa lista sem que ele estivesse presente no protesto em Brasília. Da mesma forma, o deputado Sóstenes Cavalcante afirmou que o ministro estaria confundindo os fatos, pois ele também não estava na Praça dos Três Poderes, mas trabalhando em sua base eleitoral no Rio de Janeiro. Cavalcante acusou o STF de expulsar deputados eleitos sem crime flagrante ou qualquer tipo de flagrante, caracterizando o episódio como uma ditadura travestida de toga.
O deputado Sargento Gonçalves reforçou a crítica, chegando a classificar Alexandre de Moraes como “descontrolado” e “psicopata”, enquanto clamava por uma reação nacional diante do que chamou de destruição da democracia no Brasil. A polarização se intensificou, com parlamentares denunciando uma suposta perseguição política e abuso de autoridade por parte do Supremo.
No meio desse cenário, o jurista Fabricio Rebelo também comentou sobre a situação, ressaltando a gravidade da proibição de manifestações pacíficas e o papel do Judiciário em governar o país por meio de inquéritos nos quais ele próprio é parte envolvida. Rebelo criticou ainda o papel da mídia, que, segundo ele, tem normalizado tais práticas.
O deputado estadual Cristiano Caporezzo se somou às vozes críticas, destacando a saída dos deputados do acampamento montado em frente ao STF após mais uma decisão considerada autoritária. Para ele, o Brasil atravessa um momento preocupante, onde a resistência contra o sistema é duramente reprimida.
O episódio em Brasília expõe a crescente tensão entre os poderes Legislativo e Judiciário, além de acirrar a polarização política no país. A proibição das manifestações na Praça dos Três Poderes e a ordem de remoção de parlamentares eleitos geraram debates sobre os limites da liberdade de expressão e a preservação das instituições democráticas. O clima de confronto e acusações mútuas entre os poderes reforça a complexidade do atual momento político brasileiro.
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