As tensões entre Brasil e Estados Unidos ganharam um novo capítulo após declarações do senador Magno Malta, que se manifestou sobre a recente decisão do presidente norte-americano Donald Trump de impor tarifas sobre produtos brasileiros. Para o parlamentar, a medida tem caráter de punição política e está diretamente ligada à situação interna do Brasil, especialmente à forma como, segundo ele, a liberdade de expressão vem sendo tratada pelo governo e pelo Supremo Tribunal Federal.
Confira detalhes no vídeo:
Magno Malta chamou atenção para o conteúdo da carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, documento em que o líder americano teria destacado preocupações com perseguições políticas e restrições à liberdade de opinião no país. Para o senador, esse detalhe derruba qualquer versão oficial que tente minimizar o impacto político da medida. Segundo ele, a diplomacia brasileira, que classificou como “nanica”, agora precisará encontrar argumentos para explicar a repercussão internacional da crise institucional que, em sua visão, se instalou no Brasil.
Em seu posicionamento, Malta fez questão de relacionar a postura do governo Lula com o que considera uma escalada de censura. Para ele, existe um cerco contra a liberdade de fala, reforçado por um alinhamento entre o Executivo e o Supremo Tribunal Federal. O senador argumentou que a grande mídia também estaria inserida nesse contexto, favorecendo um campo político contrário aos valores defendidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar ressaltou que os princípios defendidos por Bolsonaro são, segundo ele, os mesmos que orientam a sociedade americana, o que explicaria a reação de Trump. Para Magno Malta, o ex-presidente brasileiro e sua família estariam sendo vítimas de uma perseguição política sem precedentes, o que justificaria, em parte, a decisão dos Estados Unidos de elevar as tarifas de importação.
Em tom crítico, o senador lamentou a imagem que o país vem projetando no cenário internacional. Ele classificou o Brasil como um “pária” aos olhos de outras nações e culpou o Supremo Tribunal Federal por, segundo ele, ter contribuído para esse isolamento. Para Malta, ao perseguir opositores e restringir vozes críticas, o país acabou por criar um ambiente hostil também para investidores estrangeiros, especialmente para cidadãos americanos com negócios no Brasil.
Em meio às críticas, o senador ironizou a atuação da Advocacia-Geral da União, citando nominalmente o advogado-geral Jorge Messias — apelidado por Malta de “Bessias” — e associando sua atuação à defesa de interesses do ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, resta agora ao governo brasileiro tentar reverter as tarifas por vias diplomáticas ou jurídicas, algo que, na visão do parlamentar, será uma missão improvável diante do contexto atual.
Em outra declaração, Magno Malta voltou a sugerir uma saída política para o impasse: conceder anistia a pessoas que ele classifica como presos e perseguidos políticos do Supremo Tribunal Federal. Para o senador, se essa situação fosse resolvida internamente, a crise com os Estados Unidos também poderia ser contornada, encerrando o aumento das tarifas.
As falas de Magno Malta refletem o tom de confronto que setores mais conservadores pretendem manter nos próximos meses. Em um cenário de tarifas elevadas, instabilidade diplomática e disputas judiciais, o embate entre governo, Congresso e Judiciário promete permanecer no centro das discussões.
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