BRASIL: TARCÍSIO DE FREITAS FAZ PROPOSTA INUSITADA A MINISTROS DO STF ENVOLVENDO BOLSONARO E TRUMP


O cenário político brasileiro ganhou mais um capítulo de tensão com a movimentação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. De acordo com informações de bastidores, o chefe do Executivo paulista teria entrado em contato diretamente com ministros do Supremo Tribunal Federal para defender que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba autorização para viajar aos Estados Unidos. O objetivo seria permitir que Bolsonaro participe de conversas com autoridades norte-americanas para tentar reverter o tarifaço imposto recentemente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

Confira detalhes no vídeo:

A ação de Tarcísio, aliado de primeira hora de Bolsonaro, revela uma articulação paralela à política externa conduzida pelo governo federal. O gesto, além de ressuscitar politicamente o ex-presidente em um momento de restrições judiciais, expõe um constrangimento para o Palácio do Planalto, que tenta lidar com os impactos da medida adotada por Trump. Para setores próximos a Lula, o movimento de Tarcísio demonstra que parte da oposição quer esvaziar a autoridade do atual presidente no cenário internacional.

A proposta de enviar Bolsonaro para negociar diretamente com os norte-americanos reforça a leitura de que existe uma disputa por protagonismo na condução da resposta brasileira ao aumento das tarifas. Enquanto o Itamaraty e o Ministério da Agricultura trabalham para redirecionar as exportações e buscar novos mercados, a ala ligada a Bolsonaro aposta na interlocução pessoal com Trump, de quem o ex-presidente brasileiro se aproximou durante seu mandato.

Na prática, se Bolsonaro conseguir a liberação para viajar e for recebido pelo governo dos EUA, isso pode ser interpretado como uma vitória simbólica para a oposição, que tenta recolocar o ex-presidente como figura central no debate sobre a defesa dos interesses econômicos do país. Para Tarcísio, a investida também pode ser útil politicamente. Ele se fortalece como liderança de peso entre governadores conservadores e consolida ainda mais sua imagem como aliado fiel de Bolsonaro, alimentando especulações sobre possíveis planos para a sucessão presidencial.

Entre aliados de Lula, há preocupação com a mensagem que essa articulação pode passar para outros países e investidores. A avaliação é de que, se o ex-presidente conseguir espaço para dialogar diretamente com Trump, isso pode gerar dúvidas sobre a coesão interna do governo brasileiro em sua política externa. O Palácio do Planalto tenta demonstrar que está no controle das negociações e que o caminho para contornar o tarifaço passa por acordos diplomáticos formais, não por conversas isoladas.

O movimento de Tarcísio ocorre num contexto em que o agronegócio pressiona por respostas rápidas. O setor teme prejuízos bilionários com a perda de competitividade no mercado norte-americano, que há décadas é um dos principais destinos das exportações brasileiras. Lideranças do agro veem com interesse qualquer tentativa de diálogo direto que possa aliviar as restrições impostas pelo governo Trump.

Enquanto isso, ministros do STF avaliam os riscos e impactos de autorizar Bolsonaro a deixar o país, já que o ex-presidente ainda enfrenta pendências judiciais. Mesmo que a liberação ocorra, a viagem não terá garantia de resultado prático imediato, mas terá forte peso simbólico no xadrez político. Em meio a essa disputa, Lula tenta reforçar sua liderança, acelerar a abertura de novos mercados e mostrar que a gestão federal tem respostas para proteger o agro e blindar a economia dos efeitos do tarifaço norte-americano.

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