MUNDO: BIDEN CONFESSA USO DE “CANETA AUTOMÁTICA” QUANDO ERA PRESIDENTE E PÕE EM XEQUE A VALIDADE DE DECRETOS


O ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reconheceu recentemente ter utilizado a chamada “autopen” — uma caneta automática que reproduz assinaturas — para conceder alguns perdões presidenciais durante seu mandato. No entanto, Biden garantiu que todas as decisões relacionadas a esses perdões foram tomadas pessoalmente, mesmo que a assinatura tenha sido aplicada pelo dispositivo mecânico. A declaração foi feita na quinta-feira, 10 de julho, em meio a questionamentos sobre a validade de atos presidenciais assinados dessa forma.

Confira detalhes no vídeo:

A “autopen” é um equipamento mecânico utilizado por chefes de Estado americanos há várias décadas para assinar documentos oficiais. O aparelho permite reproduzir com exatidão a assinatura do presidente, agilizando processos burocráticos e administrativos. Apesar de seu uso tradicional, o tema voltou ao centro das atenções após o ex-presidente Donald Trump questionar a validade de atos praticados por Biden com o uso da autopen.

Trump alega que alguns documentos assinados por Biden por meio da autopen seriam inválidos, argumentando que o então presidente teria apresentado sinais de “declínio cognitivo” e, por isso, algumas decisões teriam sido tomadas por auxiliares em seu nome, sem o devido consentimento pessoal. Essa acusação levou Trump a ordenar a abertura de uma investigação para apurar o uso do dispositivo e a legitimidade dos atos assinados dessa forma.

O uso da autopen, apesar de ser uma prática comum e regulamentada, desperta dúvidas e controvérsias quando se trata de atos presidenciais importantes, como concessão de perdões. Esses atos envolvem decisões sensíveis e de grande impacto jurídico e político, o que aumenta a atenção da opinião pública e de autoridades sobre os procedimentos adotados para sua assinatura.

Biden, ao admitir o uso da autopen, procurou tranquilizar a população e a classe política ao afirmar que todas as decisões foram tomadas por ele próprio, destacando que a ferramenta foi utilizada apenas para agilizar o processo burocrático, e não para delegar autoridade. Essa defesa busca afastar a ideia de que houve alguma irregularidade ou que o ex-presidente teria se eximido de suas responsabilidades.

A controvérsia surge em um momento de intensas disputas políticas nos Estados Unidos, com repercussões que ultrapassam o âmbito interno, já que decisões presidenciais impactam não apenas a política doméstica, mas também a imagem e as relações internacionais do país.

A investigação ordenada por Trump terá o papel de esclarecer até que ponto o uso da autopen foi apropriado e se houve, de fato, alguma irregularidade na assinatura dos documentos oficiais durante o governo Biden. O processo poderá envolver análise técnica da autenticidade das assinaturas e avaliações sobre a capacidade do presidente para tomar decisões naquele período.

Especialistas em direito constitucional e administração pública acompanham o caso de perto, pois as conclusões podem estabelecer precedentes importantes sobre o uso de tecnologias e procedimentos administrativos no exercício do poder executivo. Além disso, a investigação poderá alimentar o debate político entre os diferentes grupos e interesses que disputam influência no cenário americano.

Enquanto isso, a sociedade americana observa com atenção o desenrolar do caso, que envolve questões de transparência, responsabilidade presidencial e confiança nas instituições democráticas. O episódio evidencia a importância de equilibrar a eficiência administrativa com a necessidade de garantir a legitimidade dos atos governamentais, sobretudo quando relacionados a prerrogativas constitucionais.

A expectativa é de que as investigações tragam mais clareza sobre os limites e o uso adequado de ferramentas como a autopen, contribuindo para o aprimoramento das práticas presidenciais e o fortalecimento da governança nos Estados Unidos.

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