O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a se posicionar publicamente sobre os processos que enfrenta na Justiça, desta vez levantando suspeitas de que potências estrangeiras estariam influenciando diretamente seu futuro político. Durante uma declaração feita nesta terça-feira (15), Bolsonaro afirmou que a China teria interesse em impedir sua volta ao Palácio do Planalto e estaria por trás de articulações para enfraquecê-lo politicamente, inclusive em meio à investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Confira detalhes no vídeo:
Para o ex-presidente, não restam dúvidas de que a China, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, teria motivos claros para torcer contra uma eventual candidatura sua em 2026. Bolsonaro justificou sua acusação alegando que, em seu governo, não atendeu interesses que, segundo ele, ameaçariam a soberania nacional, como a compra de grandes extensões de terras por empresas chinesas. Em suas palavras, a prática seria uma forma de “invasão silenciosa”, capaz de comprometer a autonomia do país sobre seus próprios recursos naturais.
A fala reforça o discurso nacionalista que marcou boa parte de sua gestão, quando adotou uma postura de desconfiança em relação a negociações que envolvessem a venda de ativos estratégicos para grupos estrangeiros. Durante seu mandato, Bolsonaro frequentemente se colocava como defensor da propriedade privada nas mãos de brasileiros, principalmente em áreas rurais. Essa bandeira se manteve forte entre sua base de apoio, que vê com preocupação o avanço de grandes potências, como a China, no controle de setores produtivos no Brasil.
A acusação do ex-presidente ocorre em um momento delicado. Investigado por suposta tentativa de golpe, Bolsonaro tenta manter viva sua influência política e segue mobilizando seguidores em eventos públicos e redes sociais. Para aliados, as declarações miram em fortalecer seu discurso de perseguição política e de que há uma conspiração internacional para barrar seu retorno. A narrativa é construída para reforçar a imagem de que Bolsonaro seria o único capaz de proteger o país de interesses estrangeiros que estariam, segundo ele, comprando influência silenciosamente.
Nos bastidores, críticos apontam que esse tipo de declaração pode gerar ainda mais ruído nas relações diplomáticas do Brasil com a China, parceiro comercial vital para exportações de commodities agrícolas e minerais. O governo atual, por sua vez, tenta preservar o canal de diálogo com o gigante asiático, buscando manter acordos comerciais estratégicos e evitar conflitos que possam afetar a balança comercial.
O discurso do ex-presidente reacende também o debate sobre a compra de terras por empresas estrangeiras, tema que volta e meia retorna à pauta do Congresso. Existem projetos de lei em tramitação que buscam limitar ou regulamentar essas aquisições, justamente sob o argumento de evitar o controle excessivo de áreas produtivas por grupos de fora.
Enquanto isso, Bolsonaro segue tentando se defender das acusações no Supremo e articula maneiras de se manter como principal nome da oposição. Em seus discursos, combina denúncias de perseguição, ataques a adversários políticos e críticas à atuação de países que, segundo ele, teriam interesses obscuros no território brasileiro. Resta saber como essas declarações influenciarão seu futuro político e as relações do Brasil com potências como a China, que seguem observando de perto os movimentos do ex-presidente.
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