MUNDO: BRICS PLANEJA CRIAÇÃO DE FIBRA ÓPTICA GLOBAL E GERA NOVA TENSÃO


Os países que compõem o bloco dos Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – estão estudando a viabilidade de construir um cabo de fibra óptica submarino que interligue diretamente suas nações. A iniciativa surge da necessidade de reforçar a infraestrutura de comunicação do grupo, atualmente dependente de cabos que pertencem a países do Hemisfério Norte, sobretudo as potências econômicas tradicionais.

Confira detalhes no vídeo:

A proposta visa ampliar a autonomia tecnológica e a segurança das informações trafegadas entre os membros do Brics, além de reduzir custos e tempos de transmissão. Atualmente, os dados entre esses países transitam por redes geridas por países ricos do Hemisfério Norte, o que pode representar riscos à soberania digital e limitações na capacidade de controlar o fluxo de informações estratégicas.

Com o crescimento acelerado do volume de dados gerados e compartilhados globalmente, a infraestrutura de telecomunicações tornou-se um dos pilares fundamentais para a economia, segurança e desenvolvimento de nações. Para o bloco dos Brics, formado por economias emergentes que buscam maior protagonismo mundial, investir em conectividade própria é uma forma de diminuir a vulnerabilidade a interferências externas e fortalecer a integração interna.

O cabo submarino de fibra óptica é uma tecnologia que permite transmissão de dados em alta velocidade e grandes volumes, ligando continentes e regiões por meio de cabos instalados no leito oceânico. Projetos semelhantes já são utilizados por diversas potências, garantindo-lhes maior controle e resiliência nas comunicações internacionais.

A iniciativa do Brics também reflete uma estratégia mais ampla de reduzir a dependência das infraestruturas tecnológicas dominadas por países do Hemisfério Norte, principalmente Estados Unidos e Europa. A atual configuração da internet global concentra a maior parte dos cabos submarinos em regiões controladas por essas potências, o que pode representar um gargalo ou ponto de vulnerabilidade em contextos de tensões geopolíticas.

Ao conectar seus territórios diretamente por meio de uma rede própria, os países do Brics pretendem garantir mais segurança nas transmissões, proteger dados sensíveis e facilitar o desenvolvimento de projetos tecnológicos conjuntos. Além disso, a infraestrutura pode promover maior integração econômica, educacional e cultural entre as nações do bloco.

Embora ainda em fase de estudos, a ideia do cabo submarino enfrenta desafios técnicos e financeiros. A instalação desse tipo de infraestrutura demanda altos investimentos, coordenação internacional e a superação de questões regulatórias e ambientais. Além disso, será necessário garantir a manutenção e atualização constantes para acompanhar o crescimento da demanda por banda larga e novas tecnologias.

Apesar dessas dificuldades, o projeto representa um passo importante para o fortalecimento do Brics como um bloco coeso e autossuficiente em aspectos estratégicos. O investimento em tecnologia e infraestrutura digital é considerado vital para que essas economias possam competir em igualdade com os países desenvolvidos e ampliar sua influência no cenário global.

A construção do cabo submarino pode ainda estimular o desenvolvimento de novos polos tecnológicos, fomentar a inovação e gerar empregos nos países envolvidos. A maior integração digital é vista como um elemento fundamental para o avanço sustentável e a redução das desigualdades entre as nações emergentes.

Em resumo, a proposta do cabo de fibra óptica submarino pelos membros do Brics revela a preocupação crescente com a soberania tecnológica e a busca por autonomia nas comunicações. Em um mundo cada vez mais conectado e competitivo, a infraestrutura digital torna-se um fator estratégico indispensável para o crescimento econômico e a segurança nacional. O desenrolar desse projeto poderá marcar um novo capítulo na cooperação entre essas potências emergentes.

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