Imagens aéreas capturadas nesta quarta-feira, 30 de julho, mostraram dezenas de moradores reunidos no alto do prédio do Corpo de Bombeiros de Iburitobu, na cidade de Mukawa, localizada na costa de Hokkaido, no norte do Japão. A cena foi registrada logo após a Agência Meteorológica do Japão (JMA) emitir um alerta de tsunami em decorrência de um forte terremoto de magnitude 8,8 que sacudiu a Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia.
Confira detalhes no vídeo:
O tremor, um dos mais fortes já registrados na região nos últimos anos, reacendeu o temor de ondas gigantes atingirem áreas costeiras do Japão, país que convive historicamente com a ameaça de tsunamis devido à sua posição geográfica. A Península de Kamchatka, onde o terremoto teve seu epicentro, assim como o Japão, faz parte do chamado Círculo de Fogo do Pacífico — uma extensa faixa de intensa atividade sísmica e vulcânica que circunda o Oceano Pacífico.
Assim que o alerta foi emitido, sirenes de emergência soaram em Mukawa e em outros municípios costeiros de Hokkaido, mobilizando equipes de defesa civil e orientando a população a deixar áreas de risco imediatamente. Muitos moradores correram para pontos mais elevados, mas em Mukawa, um grupo se dirigiu ao quartel do Corpo de Bombeiros de Iburitobu, buscando abrigo seguro nos andares superiores do prédio.
Do alto, era possível ver famílias reunidas com mochilas, cobertores e garrafas de água, aguardando instruções das autoridades locais. Para muitos moradores, esse tipo de evacuação é parte de uma rotina de prevenção que faz parte do dia a dia em uma nação marcada por terremotos e tsunamis devastadores. Nos arredores, ruas ficaram praticamente desertas, com apenas veículos de resgate circulando para orientar quem ainda permanecia em áreas vulneráveis.
Hokkaido é a segunda maior ilha do Japão e concentra várias cidades costeiras que, em casos de alerta de tsunami, precisam executar planos de evacuação em questão de minutos. Autoridades locais reforçaram que, mesmo depois que o tremor principal é sentido longe dali, o risco de ondas de grande porte pode persistir por horas, dependendo da intensidade do abalo e da localização do epicentro.
Enquanto a população se protegia, equipes técnicas monitoravam a formação de ondas ao longo da costa, utilizando boias de medição e sensores submarinos. Até o início da noite, não havia registro de grandes destruições em Mukawa, mas autoridades reforçaram que a população deveria permanecer em locais seguros até novo aviso oficial.
O Japão possui uma das mais avançadas infraestruturas de prevenção de desastres naturais do mundo, com sistemas de alerta que conseguem avisar a população em poucos segundos após um tremor significativo. Além disso, prédios públicos como quartéis de bombeiros, escolas e centros comunitários são projetados para servir de abrigo em situações de emergência, como no caso em Mukawa.
A cena das famílias abrigadas no topo do quartel dos bombeiros se espalhou rapidamente pelas redes sociais e canais de notícia, mostrando mais uma vez a disciplina da população japonesa em situações de crise e a importância de estruturas preparadas para lidar com a força da natureza. Mesmo sem confirmação de grandes ondas atingindo a costa até o momento, o alerta permanece em vigor, mantendo as equipes de resgate em prontidão e a população atenta para qualquer nova orientação.
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