O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está acompanhando com atenção os desdobramentos da cúpula do BRICS, que ocorre no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (7) pela secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. Segundo ela, Trump vê com desconfiança os movimentos recentes do bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além dos países que têm se aproximado do grupo nos últimos anos.
Confira detalhes no vídeo:
Para o republicano, os países do BRICS não estão, necessariamente, se tornando mais fortes, mas sim articulando ações que buscam enfraquecer a influência global dos Estados Unidos. O presidente americano considera que essas iniciativas representam uma ameaça direta aos interesses estratégicos e econômicos de Washington, principalmente no que diz respeito ao comércio internacional, à segurança energética e ao equilíbrio geopolítico.
A postura crítica de Trump diante do BRICS não é novidade, mas ganha novo peso neste momento em que o bloco busca ampliar sua presença global por meio de acordos bilaterais, expansão de membros e a criação de alternativas ao dólar nas transações comerciais. A cúpula no Rio de Janeiro tem sido palco de discursos e negociações voltados à consolidação de uma ordem multipolar, o que contraria diretamente os interesses de um governo americano que tem defendido o fortalecimento da liderança dos EUA no cenário internacional.
A preocupação expressa pela Casa Branca também evidencia uma mudança de tom em relação ao posicionamento de gestões anteriores. Ao invés de adotar uma postura diplomática mais discreta, o governo Trump tem reagido de forma mais direta e até confrontadora às movimentações dos países do BRICS. A mensagem passada é clara: os Estados Unidos estão atentos e dispostos a reagir a qualquer tentativa de reconfigurar o equilíbrio de poder no mundo.
No centro dessa disputa está o papel do Brasil como anfitrião da cúpula. A realização do evento no Rio de Janeiro coloca o país em evidência e reforça sua intenção de atuar como uma ponte entre o Sul Global e as potências emergentes. No entanto, esse protagonismo também atrai críticas, especialmente por parte de um governo americano que vê com cautela qualquer aproximação mais estreita entre Brasília e regimes como o da China ou da Rússia.
As declarações vindas da Casa Branca indicam que, apesar da retórica de cooperação e diálogo, os Estados Unidos observam com preocupação a evolução do BRICS. Para Trump, as ações do grupo não se limitam à busca por equilíbrio global, mas fazem parte de um esforço coordenado para reduzir a influência americana.
Diante desse cenário, cresce a expectativa sobre quais serão as reações concretas do governo norte-americano nos próximos meses. O ambiente de tensão geopolítica deve continuar se intensificando, especialmente se o BRICS mantiver sua trajetória de expansão e fortalecimento institucional, contrariando os interesses de Washington.
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