VÍDEO: BALEIAS FICAM ENCALHADAS NO JAPÃO APÓS TERREMOTO E ALERTAS DE TSUNAMI


A costa de Tateyama, no Japão, se tornou palco de um cenário incomum nesta quarta-feira, 30 de julho, quando pelo menos quatro baleias foram encontradas encalhadas logo depois de um forte terremoto atingir a costa do Pacífico da Rússia. O tremor, de magnitude 8,8, ocorreu por volta das 11h25 no horário local (2h25 GMT) e gerou uma série de alertas de tsunami que se espalharam por países banhados pelo Pacífico, colocando milhões de pessoas em estado de atenção.

Equipes de resgate, voluntários e moradores se mobilizaram para tentar salvar os cetáceos que apareceram presos na faixa de areia. Enquanto isso, imagens compartilhadas em redes sociais mostravam as baleias imóveis perto da arrebentação, enquanto pessoas tentavam jogar água para mantê-las vivas até a chegada de especialistas. Apesar de não haver confirmação de relação direta entre o terremoto e o encalhe, o episódio chamou a atenção de biólogos marinhos, que investigam se os fortes tremores submarinos ou alterações de correnteza podem ter desorientado os animais.

O terremoto, um dos mais fortes registrados na região desde meados do século passado, teve epicentro na costa leste russa e, em poucas horas, provocou ondas que chegaram ao litoral japonês. Diante do risco, as autoridades emitiram alertas de tsunami em diversos pontos da costa do Pacífico japonês, acionando sirenes e orientando moradores a se dirigirem imediatamente a locais elevados. Ao todo, mais de 900 mil pessoas de 133 municípios precisaram sair de casa para evitar a exposição a possíveis ondas perigosas.

Escolas, centros comunitários e ginásios esportivos foram transformados em abrigos improvisados para receber as famílias que precisaram deixar suas casas durante a madrugada. Apesar da tensão, não houve registro de destruição em grande escala, mas as autoridades permanecem em alerta para a possibilidade de ondas adicionais ou réplicas do tremor.

Para os moradores de Tateyama, o encalhe das baleias tornou o medo do tsunami ainda mais evidente. Especialistas explicam que baleias e golfinhos dependem de sons e vibrações para se orientar no oceano, e mudanças bruscas causadas por terremotos submarinos podem confundir esses animais, levando-os a se aproximar da costa de forma inesperada.

Além das baleias encontradas presas na praia, pescadores relataram ter visto grupos de golfinhos nadando muito próximos da faixa de areia logo após o tremor, o que reforça a hipótese de que o terremoto e o alerta de tsunami possam ter alterado o comportamento de parte da fauna marinha.

Equipes de biólogos permanecem na região para monitorar a situação e tentar devolver as baleias ao mar, apesar das dificuldades impostas pelo peso dos animais e pela força das marés. Enquanto isso, moradores se revezam na tentativa de manter os cetáceos vivos, jogando baldes de água e cobrindo partes do corpo dos animais para evitar o ressecamento.

O episódio, além de chamar a atenção para os riscos que tremores e tsunamis representam para comunidades costeiras, também destaca como fenômenos naturais podem impactar diretamente o ecossistema marinho. Mesmo em um país acostumado a conviver com terremotos, a imagem das baleias encalhadas se tornou símbolo da força e, ao mesmo tempo, da fragilidade que a natureza impõe — tanto aos humanos quanto aos animais que compartilham as águas próximas da costa japonesa.


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