O cenário político brasileiro voltou a ter Jair Bolsonaro (PL-RJ) como protagonista após o ex-presidente declarar publicamente sua admiração por Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Em sua fala mais recente, Bolsonaro destacou o apoio recebido de Trump, revelando ter sido tratado “como um irmão” pelo norte-americano, justamente no momento em que enfrenta novas pressões judiciais, incluindo um pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração de Bolsonaro faz parte de uma estratégia clara: usar o apoio de lideranças estrangeiras alinhadas à direita para mostrar que não está isolado politicamente, mesmo com o avanço de processos que podem comprometer seu futuro eleitoral. Desde que deixou a Presidência, Bolsonaro vem fortalecendo seus laços com figuras internacionais ligadas ao conservadorismo, buscando reforçar sua narrativa de que é alvo de perseguição por suas bandeiras ideológicas.
Durante seu governo, Bolsonaro já cultivava proximidade com Trump. Os dois compartilharam posições semelhantes em temas como economia, soberania nacional, costumes e até na forma de se comunicar com a base pelas redes sociais. Agora, em meio ao cerco jurídico, Bolsonaro retoma essa conexão para mobilizar sua base de apoiadores no Brasil.
Para simpatizantes, a imagem de Bolsonaro ao lado de Trump funciona como um símbolo de prestígio fora do país. O ex-presidente brasileiro quer reforçar junto ao seu eleitorado que ainda mantém respaldo de uma das lideranças mais influentes da direita mundial. Esse discurso também fortalece a narrativa de que ele estaria sendo alvo de investidas políticas que buscam tirá-lo de cena, narrativa que serve como combustível para manter a militância ativa.
A manifestação de Bolsonaro também gera repercussão entre seus adversários. Para setores críticos, o apoio de Trump não altera o fato de que os processos na Justiça brasileira seguem avançando normalmente. Mesmo que declarações de solidariedade tragam impacto político, as investigações em curso no STF e os pedidos da PGR caminham dentro do ritmo jurídico previsto, sem sinais de interrupção.
No campo político, aliados de Bolsonaro avaliam que o ex-presidente deve continuar investindo em viagens e encontros com líderes internacionais para reforçar sua imagem e desgastar as instituições que o investigam. Parlamentares próximos também devem usar o episódio para defender a tese de que Bolsonaro sofre uma perseguição que ultrapassa as fronteiras nacionais.
Além de buscar respaldo simbólico, Bolsonaro tenta ampliar a pressão sobre o Judiciário brasileiro. A expectativa é manter a militância mobilizada para protestar contra decisões judiciais e criar um clima de opinião pública favorável a uma eventual candidatura em 2026, caso consiga se manter elegível.
Enquanto isso, os processos que envolvem o ex-presidente seguem em andamento, com o STF analisando uma série de acusações. Bolsonaro, por sua vez, nega qualquer irregularidade e reafirma que tudo não passa de uma tentativa de afastá-lo da vida política. Sua ligação com Trump, nesse contexto, é mais uma peça dentro da estratégia de se manter como figura central da direita brasileira, mesmo fora do poder.
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