VÍDEO: ESQUERDISTA BATE BOCA COM DESEMBARGADOR EM PROTESTO NA FRENTE DO STF


Na noite desta sexta-feira (25), um episódio de tensão marcou a Praça dos Três Poderes, em Brasília, quando o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), conhecido como Hélio Negão, se envolveu em um conflito diante do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar, que é aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizava um protesto silencioso no local, quando foi abordado por um manifestante contrário ao ex-mandatário.

Hélio Lopes estava sozinho em frente ao STF, segurando uma pequena bandeira do Brasil, em um ato simbólico de resistência às decisões da Corte que atingem Bolsonaro e seus apoiadores. O protesto discreto, sem faixas ou discursos, tinha como objetivo demonstrar apoio ao ex-presidente e expressar descontentamento com as recentes medidas judiciais.

A situação mudou quando um homem, manifestante contrário a Bolsonaro, aproximou-se do deputado para questionar sua presença. A conversa rapidamente esquentou, com troca de provocações e acusações. Pessoas que passavam pela Esplanada dos Ministérios pararam para assistir à discussão, que chamou a atenção pelo tom acalorado.

O manifestante opositor criticou o parlamentar, chamando-o de “fantoche” do bolsonarismo e questionando sua motivação para protestar sozinho em frente ao Supremo. Apesar da provocação, Hélio Lopes tentou manter a calma e reafirmou sua intenção de permanecer no local de forma silenciosa. O clima, porém, continuou tenso, e a Polícia Militar do Distrito Federal precisou intervir para evitar que a situação se agravasse.

Agentes policiais se posicionaram rapidamente entre os dois, evitando que a discussão se transformasse em confronto físico. Não houve agressões ou feridos, mas o episódio reforçou a polarização frequente nas manifestações políticas que ocorrem na área do STF, um ponto tradicional de encontros e protestos em Brasília.

Após o confronto verbal, o manifestante contrário deixou o local, enquanto o deputado permaneceu por mais algum tempo, mantendo sua vigília. Para seus apoiadores, a presença solitária do parlamentar simboliza uma demonstração de fidelidade a Bolsonaro, cuja trajetória ele acompanha de perto no Congresso.

A estratégia de fazer atos individuais em locais simbólicos, como o Supremo Tribunal Federal, tem sido adotada por parte dos bolsonaristas como forma de manter a pressão política, mesmo sem grandes concentrações de pessoas. A imagem do deputado parado sozinho diante do imponente prédio do STF contrastou com o fluxo cotidiano de servidores, turistas e cidadãos que transitavam pela região.

O episódio também ressalta a dificuldade de convivência pacífica entre grupos políticos distintos em espaços públicos, especialmente na capital federal, onde protestos e contra-protestos têm se tornado rotina. Embora simples, o ato de Hélio Lopes se tornou um ponto de tensão, evidenciando o cenário dividido e marcado por confrontos verbais que dominam a política brasileira.

A segurança na Praça dos Três Poderes permaneceu reforçada até o fim da noite para evitar novos conflitos. Não houve registro de boletins de ocorrência ou prisões relacionadas ao incidente. A expectativa é que manifestações de apoio ao ex-presidente e contra o Supremo continuem nos próximos dias, mantendo o clima de mobilização e polarização na cidade.


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