Um forte terremoto de magnitude 8,7 sacudiu as Ilhas Curilas e a Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, na manhã desta quarta-feira, 30 de julho. O abalo, considerado o mais intenso na região desde 1952, deixou moradores em alerta, provocou deslizamentos de rochas e gerou uma cena rara: um grupo de leões-marinhos foi flagrado se lançando ao mar no exato momento em que uma encosta começava a desmoronar.
O registro foi feito por Nikita Sinchinov, membro da tripulação do navio de pesquisa “Professor Khromov”. As imagens mostram dezenas de leões-marinhos reunidos na costa quando, de repente, o solo treme, pedras começam a rolar encosta abaixo e os animais, percebendo o perigo iminente, mergulham em massa para escapar. O vídeo circulou rapidamente pelas redes sociais, despertando a curiosidade de internautas ao redor do mundo pela reação instintiva dos animais em meio a um evento natural tão violento.
Segundo informações do Ministério de Situações de Emergência da Rússia, não houve registros de mortes ou feridos, mas algumas estruturas sofreram danos. A fachada de um jardim de infância, que estava passando por obras de reforma, veio abaixo. Também houve relatos de chaminés e sistemas de ventilação danificados em residências e prédios comerciais.
Diante da força do tremor, o Centro de Monitoramento de Tsunamis de Kamchatka emitiu alertas para toda a região, temendo ondas perigosas que pudessem atingir as ilhas Paramushir e Shumshu, localizadas no norte do arquipélago das Curilas. Em seguida, parte do porto de Severo-Kurilsk e instalações da empresa pesqueira Alaid, em Sakhalin, foram inundadas por ondas formadas após o terremoto.
Equipes de emergência foram mobilizadas para retirar moradores de áreas mais vulneráveis. Cerca de 60 turistas que estavam na Praia de Khalaktyrsky, um famoso ponto turístico em Kamchatka, também foram evacuados por precaução. O alerta de tsunami se estendeu a outras partes da costa do Pacífico, mas, fora da região russa, não houve relatos de grandes impactos.
A Península de Kamchatka e as Ilhas Curilas estão localizadas em uma área de intensa atividade sísmica e vulcânica, onde abalos e erupções são parte da rotina da população. Ainda assim, terremotos de grande magnitude como o registrado nesta quarta-feira são raros e exigem pronta resposta das autoridades. Moradores foram orientados a permanecer atentos a possíveis tremores secundários, que costumam ocorrer após um abalo principal tão intenso.
Enquanto equipes de resgate monitoram a segurança de portos, estradas e prédios residenciais, o vídeo dos leões-marinhos virou símbolo da força da natureza e da capacidade dos animais de reagirem rapidamente a ameaças. Para pesquisadores, o registro serve como prova de que muitas espécies marinhas conseguem sentir vibrações e mudanças ambientais antes que humanos percebam o perigo iminente.
Agora, moradores e autoridades continuam acompanhando a evolução da situação, enquanto as histórias do terremoto e das ondas geradas por ele se espalham pelo mundo. Em uma região acostumada a conviver com vulcões ativos, mares gelados e fenômenos extremos, o episódio reforça a importância de planos de emergência e da convivência respeitosa com uma natureza que, ali, mostra sua força com frequência.
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