VÍDEO: LULA CONVOCA REUNIÃO DE EMERGÊNCIA APÓS SER PUNIDO POR TRUMP


A recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de fixar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros deixou o governo Lula em uma situação delicada e trouxe à tona mais uma vez a falta de planejamento da gestão em relação à política externa e à defesa dos interesses comerciais do país. Para tentar conter os danos, Lula reuniu às pressas três pastas centrais: o Itamaraty, a Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, chefiados por Mauro Vieira, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, respectivamente.

A convocação, no entanto, tem sido vista mais como uma tentativa de apagar incêndio do que como parte de uma estratégia sólida e antecipada. O aumento da tarifa não surgiu do nada. Há meses setores do agronegócio, exportadores e representantes da indústria vinham alertando para sinais de que os Estados Unidos poderiam adotar medidas protecionistas. Apesar disso, o governo preferiu focar em declarações genéricas de autonomia e alinhamentos políticos que pouco avançaram na construção de pontes comerciais sólidas.

Agora, com a taxação já em vigor, o Planalto tenta correr contra o tempo para minimizar as perdas bilionárias que podem atingir desde o agronegócio até a indústria de transformação. A reunião de Mauro Vieira, Haddad e Alckmin busca transmitir uma imagem de coesão e ação coordenada, mas a percepção de quem observa de fora é de que faltou uma articulação prévia que evitasse o país ser surpreendido.

A divisão de tarefas entre os ministérios também evidencia pontos de tensão interna. O Ministério das Relações Exteriores tenta costurar uma saída diplomática que evite uma escalada de sanções, enquanto a equipe econômica se preocupa com o rombo potencial na balança comercial e o impacto direto nas receitas federais. Do outro lado, empresários e produtores pressionam Geraldo Alckmin por soluções práticas, como alternativas de mercado e medidas para manter a competitividade dos produtos brasileiros.

Outro problema que ficou evidente é a dependência exagerada do Brasil de poucos parceiros comerciais. Mesmo sendo uma das maiores potências agrícolas do mundo, o país continua muito vulnerável a decisões unilaterais de grandes economias. Quando os Estados Unidos decidem impor uma barreira, não há plano de contingência robusto para direcionar essa produção para outros mercados.

Enquanto a resposta concreta não chega, milhares de produtores rurais, exportadores e trabalhadores ficam expostos à instabilidade. A incerteza faz com que investimentos sejam adiados, contratos revistos e expansões paralisadas, num momento em que a economia já enfrenta desafios internos.

Para o governo, o encontro de ministros pode até sinalizar disposição de enfrentar o problema, mas, na prática, expõe o erro de ter ignorado alertas claros de que o ambiente internacional se tornava cada vez mais protecionista. Ao insistir em discursos simbólicos em vez de articulações técnicas, o Planalto permitiu que o país fosse surpreendido por uma tarifa pesada que ameaça setores estratégicos, empregos e a geração de divisas.

Diante disso, Lula agora precisa provar que consegue transformar a retórica em ação real, antes que o prejuízo se torne ainda maior e o Brasil perca espaço para concorrentes que, ao contrário, se anteciparam e protegeram suas exportações com acordos mais sólidos e diplomacia eficaz.


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