As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um dos piores momentos em mais de 200 anos, após a imposição de altas tarifas por parte do governo Donald Trump sobre produtos brasileiros. A resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido firme, ameaçando aplicar a lei da reciprocidade, enquanto a solução do conflito foi deixada para a atuação diplomática do Itamaraty. Contudo, a crise expõe profundas divergências internas e tensões políticas no país.
O deputado federal Felipe Barros, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, atribui a responsabilidade pelo agravamento das relações à postura adotada pelo governo Lula, que se alinha com países autocráticos, em detrimento dos tradicionais parceiros ocidentais, como os Estados Unidos. Segundo ele, o atual governo brasileiro não buscou um diálogo efetivo com Washington para evitar o agravamento do conflito comercial.
Barros compara a estratégia adotada pelo presidente Lula a de países como Venezuela e Cuba, que costumam culpar fatores externos por suas crises econômicas. Para o deputado, Lula tenta usar o governo Trump como bode expiatório para as dificuldades econômicas do Brasil.
Diante desse cenário, o Congresso Nacional tenta assumir protagonismo para restaurar a estabilidade política e institucional. Barros destaca a importância de que parlamentares avancem em pautas como a aprovação da anistia, a defesa da liberdade de expressão e o fortalecimento do sistema de freios e contrapesos, essenciais para assegurar uma democracia saudável.
Na política externa, o deputado ressalta que a Comissão de Relações Exteriores tem adotado uma postura contrária à do Itamaraty, que, segundo ele, mantém alinhamento com regimes autoritários. Em ocasiões recentes, como o conflito entre Israel e Irã, a comissão aprovou moções de apoio a Israel, diferenciando-se da posição oficial do governo brasileiro.
Outro ponto preocupante é a aproximação acelerada do Brasil com a China, que tem aumentado sua influência em setores estratégicos, como agronegócio, portos, aeroportos, rodovias e mineração. Barros alerta para o risco que essa aproximação representa à soberania nacional, especialmente com a venda desses ativos a preços considerados baixos.
A ausência de embaixador dos Estados Unidos no Brasil, consequência da não indicação pelo governo americano, simboliza o esfriamento nas relações bilaterais. A possível convocação da embaixadora brasileira em Washington também é vista como um sinal de ruptura diplomática, que agrava ainda mais o cenário.
Para Felipe Barros, o Brasil precisa recuperar o diálogo respeitoso e construtivo com seus parceiros comerciais tradicionais, adotando uma diplomacia equilibrada e que valorize a democracia e a soberania nacional. Ele defende que o alinhamento do governo Lula com regimes autoritários tem prejudicado a imagem do país no exterior e afetado sua economia.
A disputa entre Brasil e Estados Unidos vai além das tarifas, envolvendo diferentes visões sobre política externa, democracia e soberania. O desafio do país é encontrar caminhos para superar a crise e retomar a cooperação bilateral, num momento de crescente polarização e instabilidade institucional.
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