VÍDEO: MOTTA E ALCOLUMBRE ENTRAM NO RADAR DAS PUNIÇÕES DE TRUMP


Em um gesto que pode elevar a temperatura das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, o governo do presidente americano Donald Trump começou a discutir, nesta quarta-feira (23), a possibilidade de aplicar sanções diretas aos presidentes das duas casas do Congresso Nacional. Estão na mira Hugo Motta (Republicanos), que comanda a Câmara dos Deputados, e Davi Alcolumbre (União Brasil), atual presidente do Senado Federal.

É a primeira vez que o governo norte-americano se dedica, de forma mais aprofundada, a analisar possíveis medidas restritivas envolvendo as principais lideranças do Legislativo brasileiro. Até então, o foco de interesse de Washington se mantinha concentrado no Supremo Tribunal Federal (STF), cujas decisões vinham sendo acompanhadas de perto pelo Departamento de Estado e outros setores da Casa Branca.

O assunto, que ainda corre em sigilo nos bastidores, já movimenta o cenário político em Brasília. A possibilidade de sanções indica um possível endurecimento do tom do governo Trump em relação ao Brasil. Entre as medidas que estariam em discussão, estão restrições de vistos, bloqueio de bens no exterior e até eventuais barreiras a negócios ligados direta ou indiretamente aos parlamentares.

De acordo com interlocutores, a ideia de adotar restrições surgiu a partir de análises de assessores do governo americano que veem, na atuação recente de líderes do Congresso, movimentos considerados obstáculos para investigações sensíveis ou para temas estratégicos de interesse dos Estados Unidos na América Latina. Decisões internas no Congresso, como a tramitação de projetos polêmicos ou articulações para barrar CPIs, estariam no centro dessa avaliação.

Hugo Motta e Davi Alcolumbre ocupam cargos centrais na estrutura política brasileira. Na prática, controlam a pauta de votações, decidem quais temas avançam ou são engavetados e têm influência direta em processos de impeachment, investigações parlamentares e tramitação de projetos de impacto econômico e institucional. Qualquer ação externa que atinja esses dois nomes pode gerar consequências tanto no ambiente interno quanto na relação entre os dois países.

No Congresso, o tema ainda é tratado com cautela. Parlamentares aliados de Motta e Alcolumbre evitam comentar o assunto abertamente, mas já sinalizam preocupação com o que consideram uma interferência indevida em questões de soberania nacional. Nos bastidores, assessores trabalham para entender o que motivou a mudança de postura do governo americano, uma vez que até então o foco estava restrito ao Judiciário.

No Itamaraty, diplomatas acompanham a movimentação de perto. Ainda não houve manifestação oficial, mas integrantes do corpo diplomático avaliam que uma resposta será necessária caso a ameaça de sanções se torne concreta. Há preocupação de que medidas desse tipo possam abrir um precedente delicado para as relações bilaterais, criando um ambiente de instabilidade política e diplomática.

Analistas avaliam que o gesto da Casa Branca mostra como a relação entre Brasil e Estados Unidos pode enfrentar novos atritos, justamente em um momento de fortes disputas internas no Congresso e no Judiciário. Para observadores, qualquer decisão que avance no sentido de punir lideranças do Legislativo deve gerar reações em cadeia, alimentando debates sobre autonomia, soberania e disputas de poder dentro e fora do país.

Enquanto isso, Hugo Motta e Davi Alcolumbre seguem em silêncio, concentrados em articulações políticas que envolvem as próximas votações na Câmara e no Senado. Nos corredores de Brasília, o assunto já é tratado como mais um ingrediente na complexa relação entre Brasília e Washington, que pode ganhar contornos ainda mais tensos nos próximos meses.


VEJA TAMBÉM:

Garanta acesso ao nosso conteúdo clicando aqui, para entrar no grupo do WhatsApp onde você receberá todas as nossas matérias, notícias e artigos em primeira mão (apenas ADMs enviam mensagens).

Clique aqui para ter acesso ao livro escrito por juristas, economistas, jornalistas e profissionais da saúde conservadores que denuncia absurdos vividos no Brasil e no mundo, como tiranias, campanhas anticientíficas, atos de corrupção, ilegalidades por notáveis autoridades, fraudes e muito mais.

Comentários