VÍDEO: PACIENTE VEGANO CRIA CONFUSÃO E LEVA MÉDICO PARA DELEGACIA POR CONTA DE GESSO


Durante um plantão, o médico Zeno Augusto enfrentou uma situação inusitada que acabou ganhando repercussão policial. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele relatou o atendimento a um paciente que chegou com uma fratura simples no punho, cujo tratamento ideal seria apenas imobilizar o membro e liberar o paciente para casa.

Porém, o caso tomou um rumo diferente quando o paciente exigiu um tipo específico de gesso — um modelo biodegradável feito a partir de materiais naturais como milho, beterraba e cana-de-açúcar. O motivo da escolha, segundo o paciente, era seu estilo de vida vegano, que o levava a preferir produtos sustentáveis e sem componentes de origem animal.

Mesmo com as tentativas do médico para explicar que o gesso convencional seria o procedimento padrão e o mais indicado para o caso, o paciente insistiu no uso do gesso biodegradável, que não estava disponível na unidade de saúde e não era uma prática comum para esse tipo de lesão.

A insistência do paciente gerou um impasse, que culminou com a chamada da polícia ao local. Surpreso com a situação, o médico precisou ir até a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência sobre o incidente, formalizando o acontecimento.

Esse episódio exemplifica os desafios que os profissionais da saúde enfrentam, quando as convicções pessoais e valores dos pacientes entram em conflito com os protocolos médicos e os recursos disponíveis. A crescente preocupação com sustentabilidade e escolhas éticas tem gerado uma demanda por materiais e tratamentos alternativos, que ainda não são amplamente adotados na prática clínica.

Embora haja pesquisas e avanços em materiais biodegradáveis para uso médico, a sua implementação ainda é limitada, especialmente em contextos de atendimento emergencial ou de rotina, onde a segurança e a eficácia do tratamento são prioritárias.

O médico destacou a importância de manter o foco no tratamento adequado e seguro, respeitando as limitações da estrutura hospitalar e os protocolos técnicos. No caso de fraturas simples, o uso do gesso tradicional ainda é o método mais confiável para garantir a imobilização e a recuperação correta.

Além disso, o caso reforça a necessidade de diálogo entre médicos e pacientes para equilibrar preferências pessoais com as melhores práticas clínicas, garantindo que as decisões respeitem tanto os valores individuais quanto a segurança do atendimento.

A repercussão do vídeo nas redes sociais também abriu espaço para discussões sobre o limite entre as demandas individuais e as restrições técnicas da medicina, além do desafio de conciliar inovação e tradição no setor de saúde.

Em suma, a experiência do médico Zeno Augusto revela como a medicina atual precisa lidar com novas expectativas sociais e ambientais, ressaltando a importância da comunicação, do respeito mútuo e do compromisso com a segurança do paciente em todas as situações.


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